Após anos exilada na Argélia, Mathilde retorna à França – trazendo na bagagem seus filhos Edouard e Fátima –, determinada a reaver sua parte da herança, em posse de seu irmão Adrien. Ao mesmo tempo em que reivindica seus bens, Mathilde aproveita para vingar-se dos maus-tratos recebidos outrora – partindo pelo preceito olho por olho, dente por dente – além de ressuscitar os incômodos fantasmas familiares, como a misteriosa morte de sua cunhada.
Apesar do enredo tenso, disposto a expor a ganância e a crueldade humana, Le Retour au Désert (O Retorno ao Deserto) aborda temas espinhosos com viés humorístico, porém sem cair no ridículo da parlapatice gratuita. A montagem baseada no texto de Bernard Marie Koltès, resultado de uma produção franco-brasileira – união entre Compagnie Dramatique Parnas e SESC São Paulo –, tem na direção Catherine Marnas, diretora francesa já habituada ao intercâmbio teatral, produzindo peças em países como México e China com artistas locais.







1 Comentário
2 Abril, 2009 às 12:01 am
[...] O disco Olympia 64 é diversão garantida para fãs da chanson française, mas o principal motivo da escolha dessa faixa é a presença da mesma na trilha da peça Le Retour Au Désert (O Retorno ao Deserto). [...]