Baseado nos livros da escritora australiana P.L. Travers, o filme Mary Poppins – de 1964 – conta a história da misteriosa babá que, voando com um guarda-chuva, aparece na casa da família Banks para cuidar das crianças Jane e Michael, normalmente divididos entre o pai autoritário e conservador, a mãe que passa mais tempo em protestos feministas do que com os filhos e a alta rotatividade de babás.
Ambientado na Londres de 1910, Mary Poppins foi uma das maiores produções da Walt Disney na época, chamando atenção pelos números musicais e interação de atores e animações. Repleto de efeitos especiais e truques de edição, o longa emplacou no Oscar de 1964 a estatueta por Melhores Efeitos Visuais e Melhor Edição. Ainda nas categorias técnicas, também recebeu o prêmio por Melhor Canção Original (Chim Chim Cher-ee) e Melhor Trilha Sonora.
A personagem que dá o nome ao filme foi o primeiro papel cinematográfico da inglesa Julie Andrews, que levou por este trabalho o prêmio de melhor atriz no Oscar e no Globo de Ouro, além do BAFTA de Atriz Revelação. Sua presença carismática em cena e a voz afinada, permitiram que a atriz fosse contratada, ainda durante as gravações de Mary Poppins, para atuar no ano seguinte em outro sucesso de sua carreira, A Noviça Rebelde.
Alguns dos amigos de Mary Poppins – das histórias de P.L. Travers – foram unificados no simpático Bert, interpretado por Dick Van Dyke, que está presente nas melhores cenas do musical, como as de Jolly Holiday, Chim Chim Cher-ee, Step in Time e, claro, Supercalifragilisticexpialidocious.
Mais de 40 anos após seu lançamento, Mary Poppins pode parecer amador em alguns detalhes e efeitos especiais para o público contemporâneo já acostumado com superproduções, mas a delicadeza e ritmo do filme compensam qualquer cabo aparecendo na hora errada. Com fantasia e inocência na dose certa, o filme tem a característica principal de sua protagonista que, de acordo com sua fita métrica, é praticamente perfeita em tudo.





