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	<title>A Paixão Segundo S.G. &#187; José Saramago</title>
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		<title>A Paixão Segundo S.G. &#187; José Saramago</title>
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		<title>Tirando o Atraso 2008 &#8211; Livros</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 19:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chuck Palahniuk]]></category>
		<category><![CDATA[George Orwell]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
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		<category><![CDATA[Tirando o Atraso]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sei. Uma lista de 2008 publicada em março de 2009 é o cúmulo do atraso, mas como procrastinação é meu forte, vai assim mesmo para não ficar só na promessa.
Como já disse antes a lista não é de novidades &#8211; uma espécie de &#8220;melhores de 2008&#8243; &#8211; e sim uma reunião daquilo que preencheu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=487&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-488" title="livros" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2009/03/livros.jpg?w=270&#038;h=360" alt="livros" width="270" height="360" />Eu sei. Uma lista de 2008 publicada em março de 2009 é o cúmulo do atraso, mas como procrastinação é meu forte, vai assim mesmo para não ficar só na promessa.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://apaixaosegundosg.wordpress.com/2008/12/27/tirando-o-atraso-2008/" target="_blank">Como já disse antes a lista não é de novidades</a> &#8211; uma espécie de &#8220;melhores de 2008&#8243; &#8211; e sim uma reunião daquilo que preencheu muito bem minhas horas vagas.</p>
<p style="text-align:justify;">Antes da lista, mais uma consideração: ao contrário da <a href="http://apaixaosegundosg.wordpress.com/2009/01/05/tirando-o-atraso-2008-series/" target="_blank">lista de <em>séries</em></a>, não haverá <em>ranking</em> entre os livros abaixo, sendo os mesmos organizados por ordem de sobrenome do autor.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="text-decoration:underline;">Meu <em>top 10</em> de livros lidos em 2008:</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/143682/?franq=267661" target="_blank"><strong><em>Sobre Ética e Imprensa</em></strong></a> &#8211; Eugênio Bucci</p>
<p style="text-align:justify;">Ao fim da leitura de <em>Sobre a Ética e Imprensa</em> fiquei com a triste sensação de que a grande imprensa brasileira o considera uma espécie de <em>Manual de anti-jornalismo</em>, em virtude do comportamento contrário aos ensinamentos de <strong>Bucci</strong> ser tão frequente nas redações. Recomendado para quem ainda acredita ser possível fazer a diferença.</p>
<p style="text-align:justify;"><em><strong><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/211595/?franq=267661" target="_blank">A Sangue Frio</a></strong></em> &#8211; Truman Capote</p>
<p style="text-align:justify;">Destaque no surgimento do <em>jornalismo literário</em>, <em>A Sangue Frio</em> narra o assalto frustrado que resulta no assassinato da família <em>Clutter</em> até a condenação e execução dos assassinos. Fruto de 6 anos de pesquisas e entrevistas feitas por <strong>Capote</strong>, o livro é uma obra-prima rica em detalhes e capaz de prender a atenção do leitor até a última página.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1571939/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>Casa Grande &amp; Senzala</strong></em></a> &#8211; Gilberto Freire</p>
<p style="text-align:justify;">Estudo minucioso sobre as raízes da sociedade brasileira, influencias culturais e ambientais, assim como as contribuições de cada etnia presente no passado brasileiro. Publicado em 1933, <em>Casa Grande &amp; Senzala</em> provocou reações diversas ao mostrar a miscigenação como uma riqueza da nação.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/96746/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>Comunicação em Prosa Moderna</strong></em></a> &#8211; Othon M. Garcia</p>
<p style="text-align:justify;">Não perca tempo com &#8220;manuais de redação&#8221; dos jornais <em>X</em> ou <em>Y</em> que só servem para homogeneizar textos e estabelecer regras empresariais. <strong>Othon M. Garcia</strong> mostra o caminho para escrever bem sem a desnecessária pasteurização institucional que tantos manuais oferecem.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/71583/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>1984</strong></em></a> &#8211; George Orwell</p>
<p style="text-align:justify;">Eu já tinha lido <em>1984</em> em plena adolescência e o maravilhamento foi imediato. 9 anos depois, resolvi reler o clássico de <strong>Orwell</strong> &#8211; mas dessa vez em inglês &#8211; e é incrível como o mesmo texto proporciona novas experiências após um longo intervalo. A sociedade totalitária imaginada por <strong>Orwell</strong>, com suas terminologias e hipocrisias explicam muito a nossa sociedade. Dizer de onde surgiu o termo <em>Big Brother</em> é o de menos.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/94116/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>Clube da Luta</strong></em></a> &#8211; Chuck Palahniuk</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre nutri uma certa obsessão pelo filme <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/181032/?franq=267661" target="_blank">Clube da Luta</a></em>, mas o livro, esgotado no Brasil, tornou-se algo impossível de encontrar. Mas sempre tem pessoas incríveis e especiais dispostas a garimpar editoras e distribuidoras até encontrar aquele presente perfeito. E foi assim que ganhei o livro de <strong>Palahniuk</strong>. A maluquice subversiva de <em>Tyler Durden</em> e a devoção quase homoerótica do narrador são brilhantes.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21444354/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>Vidas Secas</strong></em></a> &#8211; Graciliano Ramos</p>
<p style="text-align:justify;">Confesso: em tempos de prova de literatura no Ensino Médio, li o resumo ao invés do livro. Para corrigir os erros do passado, aventurei-me pelo regionalismo de <strong>Graciliano Ramos</strong> e apaixonei-me pelo que encontrei. A família animalizada que tenta sobreviver à seca e a cachorra <em>Baleia</em> que sonha com preás compõem um retrato sensível do sertão.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/486899/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>What Língua is Esta?</strong></em></a> &#8211; Sérgio Rodrigues</p>
<p style="text-align:justify;">Neste livro, <strong>Sérgio Rodrigues</strong> do blog <em><a href="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/" target="_blank">Toda Prosa</a> </em>reuniu textos publicados originalmente em jornais e sites abordando neologismos, estrangeirismos, lulismos e outras variações linguísticas presentes no dia-a-dia brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21206004/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>Alucinações Musicais</strong></em></a> &#8211; Oliver Sacks</p>
<p style="text-align:justify;">O neurologista <strong>Oliver Sacks</strong> é famoso por contar casos inusitados de pacientes, tendo algumas de suas histórias adaptadas para o cinema, como <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/90313/?franq=267661" target="_blank"><em>Tempo de Despertar</em></a> e <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/427158/?franq=267661" target="_blank"><em>À Primeira Vista</em></a>. Em <em>Alucinações Musicais</em>, <strong>Sacks</strong> reúne situações relacionadas à música, ora como terapêutica, ora prejudicial nos mais variados pacientes.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/25479/ensaio+sobre+a+cegueira" target="_blank"><em><strong>Ensaio Sobre a Cegueira</strong></em></a> &#8211; José Saramago</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar do filme homônimo ser bastante fiel à história de <strong>Saramago</strong>, sempre recomendo a leitura do livro pelo prazer de acompanhar o desenrolar da história dos cegos e a mulher do médico com a riqueza de detalhes sórdidos e escatológicos ao qual o mundo dos cegos foi transformado.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#008000;">Ficaram de fora, mas nem tanto</span>: <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1825210/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>A Revolução dos Bichos</strong></em></a> (George Orwell), <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/196560/?franq=267661" target="_blank"><em><strong>São Bernardo</strong></em></a> (Graciliano Ramos) e <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1070766/?franq=267661" target="_blank"><strong><em>No Sufoco</em></strong></a> (Chuck Palahniuk) foram ótimas leituras, mas para manter a lista com um livro de cada autor, ficaram à parte.</p>
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		<title>O pior cego&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 16:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Leitores sempre divergem na opinião sobre adaptações cinematográficas de livros clássicos. Eu acho tal desacordo saudável além de óbvio já que a maior (e melhor) característica da leitura é a liberdade dada à imaginação de cada leitor, que se apoia em suas próprias experiências para construir um mundo a partir do texto de outra pessoa.
Dessa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=179&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Leitores sempre divergem na opinião sobre adaptações cinematográficas de livros clássicos. Eu acho tal desacordo saudável além de óbvio já que a maior (e melhor) característica da leitura é a liberdade dada à imaginação de cada leitor, que se apoia em suas próprias experiências para construir um mundo a partir do texto de outra pessoa.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/10/ensaio_cegueira_01.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-183" title="cegueira01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/10/ensaio_cegueira_01.jpg?w=120&#038;h=179" alt="" width="120" height="179" /></a>Dessa forma, não chega a espantar as opiniões opostas sobre o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0861689/" target="_blank"><em>Ensaio sobre a cegueira</em></a> &#8211; dirigido por Fernando Meirelles com roteiro de Don McKellar. Diante dos prós e contras, fico do lado dos que gostaram do filme.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=25479&amp;franq=267661" target="_blank"><em>Ensaio sobre a cegueira</em></a>, de José Saramago, narra a proliferação de uma <em>cegueira branca</em> que instaura caos em uma civilização, reduzindo seus habitantes à essência humana. Entre a população condenada à <em>treva branca</em> da misteriosa doença, apenas uma pessoa não perde a visão &#8211; a <em>mulher do médico</em> -, condenada pela &#8220;responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Saramago conduz o texto com maestria, prendendo a atenção do leitor numa narrativa que não poupa descrições detalhadas até mesmo dos cenários mais imundos ou de situações grosseiras e cruéis. A riqueza do texto é tamanha que a ausência de nomes nos personagens pode passar despercebida.</p>
<p style="text-align:justify;">Impossível também não comentar o perfeccionismo no uso do discurso indireto livre pelo autor. Enquanto tal recurso é utilizado por alguns autores de forma mais exibicionista &#8211; podendo até comprometer a compreensão do texto -, em <em>Ensaio sobre a cegueira</em> o estilo torna a leitura saborosa e inteligível.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/10/blindness_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-184" title="blindness01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/10/blindness_01.jpg?w=295&#038;h=197" alt="" width="295" height="197" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para a adaptação cinematográfica, o roteiro apoiou-se na riqueza de detalhes do texto original com algumas pequenas alterações e outras supressões que não comprometeram a lógica da narrativa. O corte mais significativo do roteiro foi na fase pós-quarentena quando o grupo dos cegos e a <em>mulher do médico</em> vão até a casa da <em>rapariga de óculos escuros</em>. Outra pequena mudança está na procedência da tesoura: enquanto no filme a tesoura pertencia à <em>rapariga de óculos escuros</em>, no livro o objeto foi levado para a quarentena pela <em>mulher do médico</em> para aparar a barba do marido, mas acabou preferindo pendurar a mesma num ponto alto da parede por ser algo perigoso no meio de tantos cegos.</p>
<p style="text-align:justify;">Os excelentes recursos visuais do filme ficam com a tarefa de provocar uma &#8220;cegueira&#8221; no público: excessos de luz, enquadramentos sufocantemente próximos e desfocados, imagens opacas ou sobrepostas em reflexos compõem o cenário confuso, habitado pela excelente interpretação de Julianne Moore e elenco multinacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Assistir ao <em>Ensaio sobre a cegueira</em> vale a pena tanto pela produção do filme, atuações exemplares e técnicas de filmagens quanto pela história que percorre a angústia e a insensibilidade de um mundo que não encherga o próximo. O filme também é um ótimo atalho para um público maior aventurar-se nos livros de Saramago.</p>
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