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	<title>A Paixão Segundo S.G. &#187; PoppyCorn</title>
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		<title>A Paixão Segundo S.G. &#187; PoppyCorn</title>
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		<title>O que não mata, vira poesia</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 22:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lestics]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>

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		<description><![CDATA[Classificado genericamente como um movimento &#8211; ou vocalização – involuntário, rápido e não ritmado, distribuído em intervalos de tempo variados sem uma seqüência padronizada, normalmente fruto do estresse ou anormalidades neurológicas, o tique nervoso surge como resposta a emoções incômodas.
Longe de parecerem com grunhidos, bocejos, coceiras, espasmos e piscadelas descontroladas, as faixas do álbum les [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=303&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Classificado genericamente como um movimento &#8211; ou vocalização – involuntário, rápido e não ritmado, distribuído em intervalos de tempo variados sem uma seqüência padronizada, normalmente fruto do estresse ou anormalidades neurológicas, o tique nervoso surge como resposta a emoções incômodas.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Longe de parecerem com grunhidos, bocejos, coceiras, espasmos e piscadelas descontroladas, as faixas do álbum <strong>les tics</strong> são excelentes válvulas de escape do bicho homem fragmentado, desorientado e assustado.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Cria de dois integrantes da banda <strong>Gianoukas Papoulas</strong>, Olavo Rocha e Umberto Serpieri, o projeto <strong>Lestics</strong> lançou <strong>les tics</strong> em setembro de 2007 como um complemento do álbum <strong>9 sonhos</strong>, do começo do mesmo ano, porém com suas particularidades independentes. <img class="alignleft size-full wp-image-379" title="lestics02" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2009/01/lestics02.jpg?w=354&#038;h=266" alt="lestics02" width="354" height="266" /> Do espírito roqueiro que passeia com o <em>folk</em> e com o <em>country</em>, esbarrando às vezes em algumas ‘popices’ sedutoras, <strong>les tics</strong> propõe uma breve peregrinação, em nove faixas, por sentimentos conhecidos com uma releitura até mesmo irônica.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Na primeira faixa, <em>Tipo</em>, acompanhando a batida <em>folk</em>, a letra capricha no sarcasmo ao apresentar um cara esquisitão que apesar de todos os traumas da infância, <em>“até que ele é um tipo bem normal”</em>. Do <em>folk</em> inicial, na faixa seguinte, <em>Gênio</em>, o <em>country-rock</em> fica mais consistente a partir da batida no violão que vai dando lugar a uma guitarra arranhada, ambos guiados no ritmo pela pandeirola, tendo um acabamento ácido com os versos <em>“você tem a alma atormentada de um gênio, pena que te falte uma pitada de talento”</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Em <em>Inevitável</em> a dolorosa busca por rimas e aspirações artísticas é novamente apontada num <em>country-rock</em> alegre que intensifica o teor tragicômico da busca pelo refrão <em>“que vem como um orgasmo, como um desgosto, como um castigo implacável”</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Recheado de ótimas rimas, <strong>les tics</strong> proporciona um exercício de ironias como em <em>“A última palavra é sua, fique com ela pra você”</em> nos primeiros versos de <em>Última Palavra</em>, faixa que nos faz imaginar um <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/174841/?franq=267661" target="_blank"><strong>Pato Fu</strong></a> experimentando a <em>folk music</em>. Coisa boa!</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Como nem só de ironias vivem os roqueiros, na sutil balada <em>Náusea</em> descobrimos que por trás de tantos tiques há um coração partido que percebe que <em>“o delírio me inspira as palavras mais certas”</em>, concluindo que <em>“o que não me mata, eu transformo em poesia”</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-380" title="lestics01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2009/01/lestics01.jpg?w=247&#038;h=246" alt="lestics01" width="247" height="246" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Outras duas baladas do disco evidenciam um excelente potencial radiofônico dos <strong>Lestics</strong>. Em <em>Luz do Outono</em> o vocal de Olavo Rocha desfila uma belíssima declaração de amor eterno, acompanhada pelo tradicional trio bateria, guitarra e baixo. Já em <em>Metamorfose</em> a balada retoma um pouco a ironia para uma declaração às avessas a uma amada de comportamento um tanto mutável. Por fim, <strong>les tics</strong> vai chegando ao final com a delicada faixa <em>Caos</em> (<em>“não é possível que você não acorde com o barulho infernal de cada estrela que explode”</em>), para em seguida encerrar na divertida e breve <em>Ego</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Sem dúvidas, <strong>les tics</strong> é daqueles álbuns que deixa qualquer um cantarolando o resto do dia apesar de não ter melodias grudentas. Por ser aquele tipo de música que pegamos um certo carinho – que beira o ciúme -, nem vou contar que a banda disponibiliza o <a href="http://www.lestics.com.br/" target="_blank">download do disco em seu site</a>. Não conto mesmo.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Site oficial: <a href="http://www.lestics.com.br/" target="_blank">www.lestics.com.br</a></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Myspace: <a href="http://www.myspace.com/lestics" target="_blank">www.myspace.com/lestics</a></div>
<h5 style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:right;">(Texto originalmente publicado no <a href="http://www.poppycorn.com.br" target="_blank"><em>Poppycorn</em></a> em 27 de janeiro de 2008.)</h5>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/303/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=303&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Suco de ritmos made in Nederland</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2008 21:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma apresentação superficial da banda Zuco 103 já desperta curiosidade: banda holandesa formada por baterista holandês (Stefan Kruger), tecladista alemão (Stefan Schmid) e vocalista brasileira (Lilian Vieira), cuja referência musical baseia-se em ritmos brasileiros, mesclados a estilos eletrônicos e afins. Por enquanto nada de muito diferente do modernoso Drum&#8217;n'Bossa de Fernanda Porto e Bebel Gilberto, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=305&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Uma apresentação superficial da banda <strong>Zuco 103</strong> já desperta curiosidade: banda holandesa formada por baterista holandês (<em>Stefan Kruger</em>), tecladista alemão (<em>Stefan Schmid</em>) e vocalista brasileira (<em>Lilian Vieira</em>), cuja referência musical baseia-se em ritmos brasileiros, mesclados a estilos eletrônicos e afins. Por enquanto nada de muito diferente do modernoso <em>Drum&#8217;n'Bossa</em> de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1622142/?franq=267661" target="_blank"><strong>Fernanda Porto</strong></a> e <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1962979/?franq=267661" target="_blank"><strong>Bebel Gilberto</strong></a>, que é sucesso indiscutível nos <em>playlists</em> de lojas chiques de interiores.<img class="alignleft size-full wp-image-362" title="zuco01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/zuco01.jpg?w=170&#038;h=157" alt="zuco01" width="170" height="157" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Logo na faixa inicial do álbum <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/21313642/?franq=267661" target="_blank"><strong>Tales of High Fever</strong></a> – originalmente lançado em 2002, agora, cinco anos depois, chegando oficialmente ao Brasil -, <em>Treasure</em> é um bom exemplo dessa sonoridade, provocada ao casar <em>lounge music</em> com <em>MPB</em>, recheada de batuques, violão e sintetizadores. Da mesma forma, a faixa <em>Voltando</em> reforça o estilo <em>Drum’n’Bossa</em> da banda a partir da tranqüila percussão e sons elétricos, somados a pitadas de <em>jazz</em>. Em ambas faixas, o vocal de <em>Lílian</em> dá o toque especial com seu timbre firme em letras singelas e alegres, exaltando o prazer de viver de música.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Com um pé na <em>Drum‘n’Bossa</em> e outro em batidas latinas, a faixa <em>Peregrino</em> narra a frustrada tentativa de um rapaz em <em>“cair então no mundo”</em>. Já em <em>Brasil 2000</em> a latinidade vem em forma de uma <em>salsa elétrica</em>, para a letra indignada sobre as empresas de telefonia no Brasil, até chegar no refrão que o batuque latino cede lugar para uma bateria nervosa e guitarra apoiarem o desabafo: <em>“Eu quero ligar / ah eu quero ligar / o orelhão não funciona / eu quero ligar / mas se tá faltando cabo? / quem é que vai instalar? / ah eu quero ligar!”</em><img class="alignright size-full wp-image-363" title="zuco02" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/zuco02.jpg?w=240&#038;h=160" alt="zuco02" width="240" height="160" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Mas nem só de influências de <em>MPB</em> e <em>Bossa Nova</em> vivem o <strong>Zuco</strong>. Uma pitada de <em>baião</em> surge, aos poucos, com o ritmo marcado pelo som do triângulo, no romântico samba <em>Brief Passions</em>, tornando-se mais forte na excelente <em>Curso de Reclamação – Lição 1</em>, onde trechos cantados em <em>repente</em>, acompanhados além do triângulo, pelo delicioso som da <em>rabeca</em> (uma espécie de ancestral do violino) vão marcando o animado <em>xaxado-beat</em> do trio holandês.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Do <em>xaxado-beat</em>, a banda arrisca uma divertida mistura de ritmos do candomblé com música eletrônica. Em <em>Saci (Ghost Boy in the whirlwind)</em>, as batidas afros são acompanhadas pelo vocal que fica entre a cantoria e o discurso nas referências folclóricas e religiosas. Já em <em>Morro Elétrico</em> a batida afro transforma-se em um sambão eletrônico e agitado em homenagem às sambistas <em>Clementina de Jesus</em> e <em>Ivone Lara</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-364" title="zuco03" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/zuco03.jpg?w=282&#038;h=214" alt="zuco03" width="282" height="214" />Depois de tanto agito, energizado pela ultra-eletrônica <em>Tão Lonely</em>, os <em>bpm’s</em> são reduzidos na bilíngüe <em>Get Urself 2gether</em> e <em>I Came, But&#8230;</em>, além do simpático cover de <em>Bebete Vambora</em>, de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/151380/?franq=267661" target="_blank"><strong>Jorge Ben Jor</strong></a>, que recebeu um toque especial com a  flauta transversal.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Apesar do atraso de cinco anos no lançamento oficial no Brasil, <strong>Tales of High Fever</strong> mostra-se completamente atual e com o frescor de novidade pela criativa mistura de ritmos e sonoridades que propõe, fugindo do lugar comum, misturando ritmos brasileiros num saboroso suco. Afinal, se não fosse a dificuldade de pronúncia dos colegas de <em>Lilian</em> com a língua portuguesa, seria esse o nome da banda.</div>
<h5 style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:right;">(Texto originalmente publicado no <em>Poppycorn</em> em 04 de maio de 2007)</h5>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/305/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=305&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Lágrimas, glitter e testosterona</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Dec 2008 10:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>

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		<description><![CDATA[ Glam rock brasileiro pode ser uma referência capciosa ao, instintivamente, fazer ligações aos andróginos Secos &#38; Molhados. Na verdade, para saciar aqueles que não vivem sem uma comparação, poderíamos associar a performática banda carioca Cabaret aos Scissor Sisters, com uma dose extra de masculinidade, no melhor estilo metrossexual da coisa, já que a banda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=297&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-340" title="cabaret01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/cabaret01.jpg?w=166&#038;h=250" alt="cabaret01" width="166" height="250" /><em> Glam rock brasileiro</em> pode ser uma referência capciosa ao, instintivamente, fazer ligações aos andróginos <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/21324909/?franq=267661" target="_blank"><strong>Secos &amp; Molhados</strong></a>. Na verdade, para saciar aqueles que não vivem sem uma comparação, poderíamos associar a performática banda carioca <strong>Cabaret</strong> aos <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1965873/?franq=267661" target="_blank"><strong>Scissor Sisters</strong></a>, com uma dose extra de masculinidade, no melhor estilo metrossexual da coisa, já que a banda define-se como <em>“os últimos heterossexuais sensíveis”</em>. Hajam culhões!</p>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Purpurinas à parte, o quarteto do <strong>Cabaret</strong> lançou no segundo semestre de 2006 seu primeiro álbum, <a href="http://www.submarino.com.br/novosubmarino/produto/2/1799222/?franq=267661" target="_blank"><strong>Cabaret</strong></a>, que foi produzido no Estúdio Órbita, de Carlos Trilha (responsável em outros tempos por carreiras solos de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/21389004/?franq=267661" target="_blank">Renato Russo</a>, Marcelo Bonfá, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1362646/?franq=267661" target="_blank">Marisa Monte</a> e <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/69232/?franq=267661" target="_blank">Ana Carolina</a>). Ótimas letras, riffs precisos e batidas marcantes são a fórmula para o vocalista Marvel entrelaçar, ao longo do disco, encenações que beiram o roteiro de uma pornochanchada.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-341" title="cabaret02" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/cabaret02.jpg?w=157&#038;h=225" alt="cabaret02" width="157" height="225" /> Logo na primeira faixa, <em>O palco não pode ser pouco</em>, o refrão contagiante, acompanhado pela bateria pontual de <em>Sid Licious</em>, pode ficar durante horas ecoando na cabeça de alguns. Na seqüência, <em>Messias pessoal</em> traz <em>Marvel</em> com um timbre provocante, lembrando <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1978226/?franq=267661" target="_blank"><strong>Chris Cornell</strong></a>, ao narrar o sexo casual sem a culpa de soar canalha: <em>“Pode ser que nada disso/ nunca justifique o mal/ de fazer o amor um vício/ por milagre na horizontal”</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><em>Rockstar Baby</em> desperta o espírito de rock inconseqüente da banda, passando a bola para a divertida <em>Copacabana full-time</em>, que merece o destaque do trecho: <em>“Uma hora, R$ 100 / Tão mulher que eu nem pude acreditar / No Leme, no Lido, no Arpoador / Copacabana sabe até falar de amor”</em>, chegando à histeria máxima do disco na faixa <em>Um cadáver no palco</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Para quem sentiu falta de melodias mais ternas, <em>Dama da noite</em>, <em>Brilhar</em>, <em>O amor é a guerra</em> e <em>Tudo o que aprendi</em> são as baladas do disco. <img class="alignleft size-full wp-image-342" title="cabaret03" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/cabaret03.jpg?w=203&#038;h=152" alt="cabaret03" width="203" height="152" /> A primeira, apoiada em deliciosos acordes de guitarra, versa sobre a figura da mulher decadente <em>“debruçada sobre o bar”</em>, enquanto <em>Brilhar</em> entoa as lamúrias de um errante, acompanhadas pela cozinha da banda em ebulição. <em>O amor é a guerra</em> merece o título de romantismo máximo do álbum, aquela típica balada para cantarolar no ouvido. Já em <em>Tudo o que aprendi</em>, para encerrar o disco, o romance menos inocente e mais sexual dá as caras, reafirmando o potencial cafajeste dos garotos maquiados.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Sexo, álcool, sangue, rock’n’roll e purpurina são esparramados na medida certa neste álbum de estréia, não caindo no ridículo que o rótulo glam pode provocar e garantindo a diversão necessária de um roque despojado. Sem perder o charme, claro.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;">
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;">Fotos: <a href="http://www.fotolog.com/radiocabaret" target="_blank">Fotolog da banda</a></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;">Site oficial: <a href="http://www.radiocabaret.com.br/" target="_blank">Rádio Cabaret</a></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Tramavirtual: <a href="http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=40044" target="_blank">Cabaret</a><em></em></div>
<h5 style="text-align:right;"><em>(Texto originalmente publicado no <a href="http://www.poppycorn.com.br" target="_blank">PoppyCorn</a> em 03 de janeiro de 2007)</em></h5>
</div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/297/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=297&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Viagem Wandulesca</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 12:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>

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		<description><![CDATA[Definições e rotulações no mundo da música já se tornaram corriqueiras e, muitas vezes, no desespero de não se chegar a um consenso, dão-se novos nomes a estilos que fogem às definições atuais e mesclam sonoridades diversas.
É difícil saciar essa necessidade ao se depara com o som da banda curitibana Wandula, que apesar de não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=308&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-335" title="s-wandula01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/s-wandula01.jpg?w=180&#038;h=240" alt="s-wandula01" width="180" height="240" />Definições e rotulações no mundo da música já se tornaram corriqueiras e, muitas vezes, no desespero de não se chegar a um consenso, dão-se novos nomes a estilos que fogem às definições atuais e mesclam sonoridades diversas.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">É difícil saciar essa necessidade ao se depara com o som da banda curitibana <strong><em>Wandula</em></strong>, que apesar de não ser possível encaixá-la em qualquer gênero musical, apresenta uma sensível e sofisticada sonoridade disposta a encantar até mesmo os ouvidos mais exigentes ou desinteressados. Dessa forma, acato a autodefinição do grupo em &#8220;<em>wandulesca</em>&#8221; para a mistura de elementos de música pop, violões, acordes enriquecidos por dissonâncias, ruídos e elementos minimalistas.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><img class="alignright size-full wp-image-336" title="s-wandula03" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/s-wandula03.jpg?w=240&#038;h=225" alt="s-wandula03" width="240" height="225" />Convidado pelo projeto curitibano <strong><em>A Grande Garagem que Grava</em></strong>, suportado pela <strong><em>Lei de Incentivo à Cultura</em></strong> e realizado no estúdio <strong><em>Homem de Ferro</em></strong>, <em>Wandula</em> gravou seu segundo disco, o <strong>Ao Vivo na Grande Garagem que Grava</strong> que em apenas cinco faixas conduz o público a uma viagem sonora sentimental por quase 30 minutos.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Logo na faixa inicial, <strong><em>Sad Days / Mprapna Pira</em></strong>, uma aconchegante batida trip-hop recepciona os ouvidos mais carentes, enquanto o vocal de <em>Edith de Camargo</em> canta ternamente os dias tristes, para logo após no meio de um semi-silêncio, murmúrios darem passagem a batidas mais ritmadas e vocal delirante.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Já com ares de indie rock, na seqüência surge a divertida <em><strong>Ladydub</strong></em> , faixa instrumental onde guitarra e bateria destacam-se num frenesi perfeito para uma trilha cinematográfica. Em <strong><em>Dead Man Wake</em></strong>, terceira faixa do disco, apresenta uma deslumbrante atmosfera de <em>Mundo de Marlboro</em>, com uma fantástica evolução hipnótica regida pelas cordas do grupo.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-337" title="s-wandula05" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/s-wandula05.jpg?w=160&#038;h=240" alt="s-wandula05" width="160" height="240" />Em <strong><em>Sans Toi</em></strong>, balada graciosamente melancólica, <em>Edith de Camargo</em> canta a ausência da pessoa amada, revelando a influência da cantora francesa <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/73945/?franq=267661" target="_blank"><em>Edith Piaf</em></a> em sua carreira. Enquanto em <strong><em>Steel Night With Kidman</em></strong>, finalizando o disco, a banda apresenta uma bela valsa em homenagem à Nicole das telonas.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">É notável que neste segundo disco Wandula apresenta-se mais desprendido de suas influências (<em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1934833/?franq=267661" target="_blank">Yann Tiersen</a>, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/162348/?franq=267661" target="_blank">Mogwai</a>, chanson française</em>, entre outros), reforçando a originalidade e criatividade de suas músicas para concluir que nada tão belo e intrigante quanto seu trabalho fora antes produzido por músicos brasileiros.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">* Fotos: Divulgação</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Site oficial: <a href="http://www.wandula.com/">www.wandula.com</a></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Wandula no <a href="http://www.myspace.com/wandula">Myspace</a></div>
<h5 style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:right;">(Texto originalmente publicado no <a href="http://www.poppycorn.com.br" target="_blank"><em>Poppycorn</em></a> em 05 de agosto de 2006)</h5>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/308/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=308&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Reciclagem Sonora</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 12:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>

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		<description><![CDATA[Regravar música que foi sucesso de público pode ser um tanto arriscado para um artista. Oportunismo e falta de criatividade são algumas das acusações dos críticos mais severos. Porém, para muitos outros, as regravações são bem vindas desde que inovem na proposta, com novos arranjos, musicalidade própria do intérprete, trazendo diferencial para a nova versão. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=299&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Regravar música que foi sucesso de público pode ser um tanto arriscado para um artista. Oportunismo e falta de criatividade são algumas das acusações dos críticos mais severos. Porém, para muitos outros, as regravações são bem vindas desde que inovem na proposta, com novos arranjos, musicalidade própria do intérprete, trazendo diferencial para a nova versão. É nesse terreno perigoso que quatro músicos atreveram-se a pisar, jazzificando antigos sucessos de diversos estilos e décadas, dos mais variados compositores.<img class="alignleft size-full wp-image-331" title="silviotrash06" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silviotrash06.jpg?w=190&#038;h=193" alt="silviotrash06" width="190" height="193" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">O quarteto jazzístico, também conhecido como <strong>Trash Pour 4</strong>, formado pela vocalista e baixista <em>Natália Mallo</em>, a baterista <em>Mariá Portugal</em>, o tecladista <em>Dudu Tsuda</em> e o guitarrista, bandolinista e violonista <em>Gustavo Ruiz</em>, lançou em novembro de 2005 o álbum <a href="http://www.submarino.com.br/novosubmarino/produto/2/1062308/?franq=267661" target="_blank"><strong>Recycle Vol. 1</strong></a>, pela gravadora MCD, com a proposta de resgatar e recauchutar músicas que, hoje conhecidas como bregas e até irritantes, já causaram cansaço no público.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Dessa forma, para abrir o disco, o quarteto escolheu o pop-baba <strong>Material Girl</strong>, de <a href="http://www.submarino.com.br/novosubmarino/produto/2/153599/?franq=267661" target="_blank"><strong>Madonna</strong></a>, famoso pelos gritinhos estridentes da então aspirante a diva-pop, que, acompanhados por sininhos e teclado oitentista, ganha uma roupagem jazzy, com piano suave e delicado, acompanhado pelo vocal seguro e suave da vocalista <em>Natália Mallo</em>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Na mesma linhagem de transformação de <strong>Material Girl</strong>, o álbum <strong>Recycle – Vol. 1</strong> mostra os milagres feitos com <strong>A Little Respect</strong>, da banda <a href="http://www.submarino.com.br/novosubmarino/produto/2/21422579/?franq=267661" target="_blank"><strong>Erasure</strong></a> e <strong>Take on Me</strong>, do grupo <a href="http://www.submarino.com.br/novosubmarino/produto/2/73704/?franq=267661" target="_blank"><strong>A-Ha</strong></a>, onde os irritantes teclados dão lugar a um suave violão dedilhado, piano, violino e bateria jazzy.<img class="alignright size-full wp-image-332" title="silviotrash04" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silviotrash04.jpg?w=190&#038;h=189" alt="silviotrash04" width="190" height="189" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Ainda na reciclagem dos anos 80, a banda resgata o hit <strong>Billie Jean</strong>, de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/21318816/?franq=267661" target="_blank"><strong>Michael Jackson</strong></a>, a balada <strong>Father Figure</strong>, de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/1807991/?franq=267661" target="_blank"><strong>George Michael</strong></a>, a catártica <strong>Total Eclipse of The Heart</strong>, de <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5601&amp;tipo=30&amp;id_produto=5050960" target="_blank"><strong>Bonnie Taylor</strong></a> e a romântica <strong>Baby Can I Hold You Tonight</strong>, de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/73414/?franq=267661" target="_blank"><strong>Tracy Chapman</strong></a>. Até mesmo a divertida <strong>I Touch Myself</strong>, do <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5601&amp;tipo=30&amp;id_produto=5073053" target="_blank"><strong>The Divinyls</strong></a>, de 1990, ganhou uma versão tão jovial quanto à original.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Mas para quem pensa que o <strong>TP4</strong> pegou carona no revival dos anos 80, engana-se. A balada romântica <strong>How Deep Is Your Love</strong> dos reis da discoteca, <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1887989/?franq=267661" target="_blank"><strong>Bee Gees</strong></a>, também ganha sua versão recheada de violino, violão dedilhado e piano, tornando-a uma balada romântica e envolvente.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Já as instrumentais, e constantemente regravadas nos mais variados estilos ao longo de quase 40 anos, <strong>Raindroops Keep Falling on My Head</strong> e <strong>Close To You</strong>, ambas de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/1084874/?franq=267661" target="_blank"><strong>Burt Bacharach</strong></a>, apresentam animadas e radiantes versões, assim como o folk-rock do final dos anos 60, <strong>Happy Together</strong>, do extinto grupo californiano <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=5601&amp;tipo=30&amp;id_produto=3206596" target="_blank"><strong>The Turtles</strong></a>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Fugindo das regravações de músicas em língua inglesa, o <strong>TP4</strong> também recauchutou o bolero <strong>Quizás, Quizás, Quizás</strong>, composto por <strong>Joe Davis e Oswaldo Farrés</strong>, em uma empolgante canção com batidas marcantes pela bateria, pianos e cordas em harmonia e a italiana <strong>Nel Blu Dipinto Di Blu (Volare)</strong>, de <strong>Domenico Modugno</strong>, transforma-se em envolvente e leve canção com mistura de bandolim e violoncelo.<img class="alignleft size-full wp-image-333" title="silviotrash05" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silviotrash05.jpg?w=250&#038;h=162" alt="silviotrash05" width="250" height="162" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Por fim, não fica difícil concluir que a proposta de recauchutagem do <strong>Trash Pour 4</strong> é fielmente atendida por seus integrantes, assim como a diversão é garantida para quem ouve. A suavidade certeira de tons e timbres com a interpretação cativante honram a qualidade das versões, confirmando que as regravações são sim uma boa pedida quando feita com respeito e dedicação.</div>
<h5 style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><em>(Texto originalmente publicado no <a href="http://www.poppycorn.com.br">Poppycorn</a> em 06 de fevereiro de 2006)</em></h5>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/299/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=299&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Homers e Mucamas? Não!</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 10:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>

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		<description><![CDATA[Ai Sinhá&#8230; Não entendi nada do que disse, mas do jeito que falou parece tão lindo!
A ingênua e despretensiosa fala folhetinesca acima faz parte de um diálogo da novela Sinhá Moça, entre a mocinha branca e sua mucama. Apesar da singeleza da fala, podemos resumir nela a visão das empresas de comunicação com seu público.
Os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=313&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><em>Ai Sinhá&#8230; Não entendi nada do que disse, mas do jeito que falou parece tão lindo!</em></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">A ingênua e despretensiosa fala folhetinesca acima faz parte de um diálogo da novela Sinhá Moça, entre a mocinha branca e sua mucama. Apesar da singeleza da fala, podemos resumir nela a visão das empresas de comunicação com seu público.<img class="alignleft size-full wp-image-324" title="silviogngl01" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silviogngl01.jpg?w=225&#038;h=183" alt="silviogngl01" width="225" height="183" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Os meios de comunicação, transformados em corporações empresariais, objetivam o lucro, como qualquer ramo capitalista. Para isso não é importante para os mesmos a fidelidade do conteúdo, da informação, a conscientização do público. O importante é abusar nos efeitos tecnológicos, nos atrativos audiovisuais, proporcionando um encantamento sedativo nos telespectadores. É a realidade nua e crua dando lugar para o Show da vida, onde o Jornalismo é transformado em <em>Shownarlismo</em>. Puro entretenimento.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Com essa estranha ideologia somos bombardeados pelo tele-jornalismo de informações rasas, onde os buracos são preenchidos por tecnologia de ponta e sonoplastia envolvente num casamento perfeito a fim de hipnotizar o público, <a href="http://cartacapital-old.ig.com.br/2005/12/3590/" target="_blank">considerado pelos chefes de redação como Homer’s</a> e mucamas.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Apesar de registrar a luta ideológica entre um senador americano e a rede de tevê CBS, liderada pelo repórter <em>Edward R. Morrow</em>, o filme <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/1643855/?franq=267661" target="_blank"><strong>Boa Noite e Boa Sorte</strong></a> é muito mais que um registro de uma fase da carreira profissional de <em>Morrow</em>. Com sua estética e linguagem objetiva, assemalha-se mais a um documentário do que a uma película, para criticar os bastidores do jornalismo.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Ao longo da narrativa as feridas de uma redação jornalística são cutucadas: a dependência de patrocínios (e conseqüente submissão aos patrocinadores), atritos ideológicos entre jornalistas e proprietários de jornais, desinteresses das empresas de comunicação em investir na informação, pressão externa de grupos políticos e governamentais.<img class="alignright size-full wp-image-325" title="silviogngl02" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silviogngl02.jpg?w=268&#038;h=158" alt="silviogngl02" width="268" height="158" /></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">A linha de pensamento é brilhantemente finalizada pelo discurso de <em>Morrow</em>, sentenciando que a televisão deve ser muito mais do que uma caixa de luz e fios com o objetivo de distrair e emburrecer as pessoas. A tevê deve evitar a idéia de que é feita para Homer’s e mucamas que se distraem com algo que não entendem. Infelizmente o pensamento de <em>Edward R. Morrow</em> não é compartilhado pelos empresários de comunicação, mas o aviso está dado.</div>
<h5 style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">(Texto originalmente publicado no <a href="http://www.poppycorn.com.br" target="_blank"><em>Poppycorn</em></a> em 06 de abril de 2006)</h5>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/313/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=313&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Violoncelos da Transilvania</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 13:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>
		<category><![CDATA[Rasputina]]></category>

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		<description><![CDATA[Três estranhas mulheres com trajes vitorianos russos, armadas de violoncelos e acompanhadas de um baterista. Essa é a formação da banda gótica/vampiresca nova iorquina Rasputina (“uma divisão da Ladies Cello Society”, como informa o site oficial) que já conta com aproximadamente 10 anos de estrada, totalizando 4 álbuns e singles, além de um EP de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=310&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><a href="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silvio-rasp02.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-317" title="silvio-rasp02" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silvio-rasp02.jpg?w=281&#038;h=179" alt="silvio-rasp02" width="281" height="179" /></a>Três estranhas mulheres com trajes vitorianos russos, armadas de violoncelos e acompanhadas de um baterista. Essa é a formação da banda gótica/vampiresca nova iorquina <strong><a href="http://www.rasputina.com" target="_blank"><em>Rasputina</em></a></strong> (“uma divisão da <em>Ladies Cello Society</em>”, como informa o site oficial) que já conta com aproximadamente 10 anos de estrada, totalizando 4 álbuns e singles, além de um EP de remixes feitos por Marylin Manson.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">No seu álbum de estréia, lançado em 1996, <em><strong>Thanks For The Ether</strong></em>, Rasputina mostra que não é simplesmente uma banda de rock com três violoncelos e uma bateria. Já na primeira faixa, <em>My Little Shirtwast Fire</em>, Melora Creager, vocalista e líder da banda, mostra que muita bizarrice surgirá ao longo do álbum ao narrar uma história que faz alusão ao incêndio da fábrica de tecidos Triangle Shirtwaist Factory, que matou 145 funcionárias em 25 de Março de 1911. No refrão, em tom de desespero, acompanhada de cordas cortantes e uma bateria propositalmente fora de ritmo, Melora suplica <em>“Yes, we’re burning can you help us please? / Yes, we’re begging, we’re on bended knees” (Sim, estamos queimando, você pode nos ajudar? Sim, estamos implorando ajoelhadas)</em>.<a href="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silvio-rasp03.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-318" title="silvio-rasp03" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silvio-rasp03.jpg?w=185&#038;h=297" alt="silvio-rasp03" width="185" height="297" /></a></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Na 4ª faixa, <em>Transylvanian Concubine</em> apresenta violoncelos mais lentos com breves toques agudos, acompanhados de uma bateria preguiçosa. A mesma música, algum tempo depois, ganhou um divertidíssimo remix do <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/69910/?franq=267661" target="_blank"><strong>Marylin Manson</strong></a> com distorções e ruídos, além da batidas eletrônicas. A versão acabou fazendo parte da trilha sonora do seriado <a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/170761/?franq=267661" target="_blank"><em>Buffy, a Caça-Vampiros</em></a>.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">Logo na seqüência, <em>Why Don’t You Do Right?</em> é uma ótima versão da música de <a href="http://www.submarino.com.br/produto/2/21256691/?franq=267661" target="_blank"><strong>Peggy Lee</strong></a>, que ficou famosa na trilha do filme <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/6/1670526/?franq=267661" target="_blank">Uma Cilada Para Roger Rabbit</a></em>, com suaves acordes que lembram uma música de cabaré, como se as próprias concubinas da Transilvania estivessem no palco.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">O tom de bizarrice e o interesse por tragédias da banda são reforçados na música <em>The Donner Party</em>, onde a vocalista narra a história de um grupo de imigrantes que ficaram presos em uma nevasca em Sierra Nevada e, pela sobrevivência, passaram a comer aqueles que não sobreviveram ao desastre. Já em <em>Crybabies</em> conta-se a história de um bebê que matou outro enquanto brincavam na neve e completa com o refrão sussurando <em>“But they cry and they cry / Who said babies never die?” (Eles choraram e choraram, quem disse que bebês nunca morrem).</em></div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;"><a href="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silvio-rasp04.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-319" title="silvio-rasp04" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/12/silvio-rasp04.jpg?w=245&#038;h=200" alt="silvio-rasp04" width="245" height="200" /></a>Além das temáticas bizarras, o vocal também proporciona a esquisitice em algumas músicas como <em>Endomorph</em> (sobre um indivíduo baixinho, gordinho e lento), <em>Sister Sleep</em>, <em>Five Fleas</em>, <em>Kate Moss</em>, pelas mudanças feitas forçadamente pela cantora ou por interposições de vozes e timbres.</div>
<div style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">A sensação de que <em>Rasputina</em> surgiu de uma história de Halloween ou até mesmo de um hospício pode ser muito freqüente ao se conhecer a banda e até mesmo acompanhando suas novidades. Mas, sem dúvida alguma, o talento mórbido recheado de ironias, cinismos e bom humor é hipnotizante.</div>
<h5 style="text-indent:30pt;margin-top:5pt;text-align:justify;">(Texto originalmente publicado no <a href="http://www.poppycorn.com.br" target="_blank"><em>Poppycorn</em></a> em 30 de outubro de 2004)</h5>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/310/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=310&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Retorno ao Deserto</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 17:50:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sílvio Góis</dc:creator>
				<category><![CDATA[FIT Rio Preto]]></category>
		<category><![CDATA[PoppyCorn]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Corveloni]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Após anos exilada na Argélia, Mathilde retorna à França – trazendo na bagagem seus filhos Edouard e Fátima –, determinada a reaver sua parte da herança, em posse de seu irmão Adrien. Ao mesmo tempo em que reivindica seus bens, Mathilde aproveita para vingar-se dos maus-tratos recebidos outrora &#8211; partindo pelo preceito olho por olho, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=52&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div id="attachment_53" class="wp-caption aligncenter" style="width: 282px"><a href="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/07/leretour01.jpg"><img class="size-medium wp-image-53" src="http://apaixaosegundosg.files.wordpress.com/2008/07/leretour01.jpg?w=272&#038;h=181" alt="" width="272" height="181" /></a><p class="wp-caption-text">© Jorge Etecheber</p></div>
<p style="text-align:justify;font-style:italic;">Após anos exilada na Argélia, Mathilde retorna à França – trazendo na bagagem seus filhos Edouard e Fátima –, determinada a reaver sua parte da herança, em posse de seu irmão Adrien. Ao mesmo tempo em que reivindica seus bens, Mathilde aproveita para vingar-se dos maus-tratos recebidos outrora &#8211; partindo pelo preceito olho por olho, dente por dente – além de ressuscitar os incômodos fantasmas familiares, como a misteriosa morte de sua cunhada.</p>
<p style="text-align:justify;font-style:italic;">Apesar do enredo tenso, disposto a expor a ganância e a crueldade humana, <strong>Le Retour au Désert</strong> (O Retorno ao Deserto) aborda temas espinhosos com viés humorístico, porém sem cair no ridículo da parlapatice gratuita. A montagem baseada no texto de <em>Bernard Marie Koltès</em>, resultado de uma produção franco-brasileira – união entre <em>Compagnie Dramatique Parnas</em> e <em>SESC São Paulo</em> –, tem na direção <em>Catherine Marnas</em>, diretora francesa já habituada ao intercâmbio teatral, produzindo peças em países como México e China com artistas locais.</p>
<p><a href="http://www.poppycorn.com.br/artigo.php?tid=1771" target="_blank">Continue lendo o restante do texto no Poppycorn!</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/apaixaosegundosg.wordpress.com/52/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=apaixaosegundosg.wordpress.com&blog=4172078&post=52&subd=apaixaosegundosg&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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