John Waters – Parte 2

PinkFlamingos

Pink Flamingos (1972)

Reverenciado como o melhor pior filme do mundo, Pink Flamingos sem dúvidas bate recordes em situações, cenas e contextos subversivos, polêmicos e escatólogicos. O exercício de mau gosto, disfarçado em uma comédia escrachada, traz Divine novamente no centro da história: a foragida Divine – a pessoa mais perversa ainda viva – usa o codinome Babs Johnson e tem como esconderijo um trailer rosa (com estátuas de flamingos decorando a entrada) em um terreno baldio, habitado também pela amiga voyeur Cotton, o filho maníaco Crackers e a mãe de baixa idade mental  Edie.

Como uma boa criminosa, Babs orgulha-se pela péssima fama conquistada a custo de muito esforço: assassinatos e roubos. No entanto, o invejoso casal Marble planeja tomar o título de pessoa mais perversa viva de Babs e para isso contam com uma estratégia única: sequestrar mulheres e engravidá-las para depois vender os bebês para casais de lésbicas e, com o dinheiro arrecadado, financiar o tráfico de heroína em escolas infantis, além de manter lojas de pornografia.

edieLogo no início a bizarrice começa com a mãe de Babs – a obesa e retardada Edie – que vive em um chiqueirinho comendo e implorando por ovos o dia todo. A guerra entre Divine e os Marbles é declarada após estes enviarem um singelo presente de aniversário a Babs: uma bela e colorida caixinha com bosta. A batalha segue com uma operação profonação da casa dos Marbles: Divine/Babs e seu filho Crackers lambem todos móveis e objetos da casa e acabam tomando outras medidas mais drásticas.

Filmagens toscas, às vezes mal enquadrada e/ou desfocada, além das atuações muitas vezes exageradas são só detalhes na sequência de cenas memoráveis (ou seriam traumatizantes?) que vão desde uma cena de sexo envolvendo galinhas vivas sendo esmagadas, a uma dublagem de música feita por, digamos, outra parte do corpo além da boca, além da inacreditável cena que encerra o filme, com Divine provando que sua perversidade não tem limites.

Pink Flamingos é aquele tipo de filme que pode assustar os mais desavisados, mas nem por isso deve ser desmerecido pelo excesso de conteúdo inapropriado. Toda a tosquice e subversão proposta rendem uma história engraçada, cheia de nonsense e frases de efeito extremamente eficientes. É puro cinema trash para assistir sem pudores.

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