John Waters – Parte 3

Problemas Femininos (Female Trouble, 1974)

A trajetória caótica de Dawn Davenport (interpretada por Divine, claro) é o centro da história de Problemas Femininos, de John Waters, começando pela fuga da jovem revoltada por não ter ganhado sapatos de salto alto (um cha-cha heals, como são chamados os sapatos de stripers) de presente de Natal. Na fuga, Dawn ganha carona de Earl Peterson (também interpretado por Divine!) que resolve aproveitar da garota no meio do caminho, mas acaba tendo a carteira roubada. Grávida e solta no mundo, para sobreviver Dawn vira uma garota de carreira(s): garçonete, stripper, prostituta e assaltante. Com uma mãe nem um pouco exemplar, a garota Taffy (Mink Stole) torna-se uma criatura irritante e revoltada que brinca de acidente de carro e nunca foi à escola para não perder tempo com “presidentes, guerras, números ou ciência”.

Dawn casa-se com o cabeleireiro Gator (Michael Potter) para infelicidade da tia Ida (Edith Massey) – uma sexagenária gorda que só usa roupas de couro justas e decotadas – que preferia que o sobrinho fosse gay, pois “o mundo heterossexual é uma vida doente e tediosa”. Mesmo com o fim do casamento, Dawn é convidada para ser modelo em um ensaio fotográfico cheio de crimes pelo casal Dasher (David Lochary e Mary Vivian Pearce), levando a insana protagonista às últimas consequências até o seu apogeu: a cadeira elétrica.

Desperate Living (1977)

Peggy Gravel (Mink Stole) é uma histérica e paranóica dona de casa que acabou de voltar do sanatório e ataca o marido ao imaginar que o mesmo tentava matá-la. Ao gritar por socorro, é acudida pela empregada obesa Grizelda (Jean Hill) que acidentalmente mata o patrão sufocado ao sentar no mesmo. Para evitar a prisão, Peggy e Grizelda fogem para Mortville, uma espécie de vilarejo para criminosos e marginalizados, dominado pela Rainha Carlota (Edith Massey).

Grizelda e Peggy alugam um quarto na pensão de uma ex-lutadora lésbica e sua namorada assassina, desencadeando inúmeras situações bizarras. Desperate Living, além de não contar com a presença de Divine, é o filme mais lésbico da carreira do diretor.

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