Ghost World

Após a formatura do colegial, duas adolescentes procuram o rumo para a vida adulta, planejando arranjar empregos e morar juntas, mas nem tudo parece tão fácil como imaginado. Uma sinopse como essa pode sugerir equivocadamente que Ghost World nada mais é do que um filme adolescente sem muitos atrativos.

Adaptação do quadrinho homônimo que foi publicado em oito edições da revista Eightball de Daniel Clowes, Ghost World retrata uma adolescência que foge dos clichês com a dupla Enid (Thora Birch) e Rebecca (Scarlett Johansson) que para contrabalançar a personalidade socialmente desajustada encaram a vida de forma extremamente irônica e sarcástica.

A maior qualidade do filme é não se prender a um gênero específico; boa parte da história desenvolve-se com um requintado humor de alta acidez, até atingir conflitos dolorosos que, ao invés de drama óbvio, desemboca num final sutilmente poético.

Além da dupla Enid/Rebecca, quem rouba a cena é o esquisitão Seymour (Steve Buscemi) que torna-se amigo de Enid sem saber que a mesma o tinha passado um trote respondendo um anúncio de jornal e a professora de artes Roberta (Illeana Douglas) e seu vídeo apresentação que me faz lembrar muitos pseudo artistas.

Impossível também não ficar encantado com a trilha sonora que reúne blues, jazz e musicais Bollywoodianos, com faixas de Skip James e Lionel Belasco. As faixas podem ser ouvidas nesta lista de reprodução.

Ghost World foi lançado em 2001, mas não teve grandes repercussões, só chegando aos cinemas brasileiros em festivais. Ao invés das video-locadoras, no Brasil o filme entrou na grade de programação do canal Telecine com o nome de Mundo Cão para só depois de alguns anos ser lançado em DVD (e em alguns casos vendido com uma revista qualquer), com o risível subtítulo “Aprendendo a Viver”.

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4 Respostas

  1. Deve ser interessante. Anotado.

  2. Volte a escrever…….por favorrrrrr

  3. Já assisti esse filme faz um tempo e achei ótimo. Filme da arte com jeitinho de produção econômica norteamericana. Gostoso de ver e que trouxe uma reflexão interessante para mim.

    Apóio o colega aí de cima: “volte a escrever, por favor!”

    Blog ótimo. Parabéns.

    1. É um filme que vale a pena rever sempre!
      Obrigado pela visita!!

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