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Dexter, o livro

“Francamente: se você não consegue entregar meu jornal na hora, como vai esperar que eu consiga não matar pessoas?”

Dexter, o adorável serial killer interpretado por Michael C. Hall na série produzida pelo canal Showtime é originalmente cria da imaginação do escritor americano Jeff Lindsay, surgido na 5ª obra do escritor – e primeiro livro da série -, Dexter: A mão esquerda de Deus foi lançado em 2008 no Brasil graças ao sucesso da série de tv.

Dexter: A mão esquerda de Deus, lançado nos EUA em 2004 como Darkly Dreaming Dexter, conta a história de perito criminal em análise de sangue, Dexter Morgan, que nas horas vagas é um serial killer especializado em matar outros serial killers e passa a acompanhar uma série de crimes do misterioso assassino do caminhão de gelo, ao mesmo tempo que nota uma possível comunicação desse novo assassino consigo.

Aos que já conhecem a série de tv, o livro pode ser uma boa surpresa: a narrativa é a mesma da primeira temporada, porém com algumas leves alterações em personagens secundários (o Angel Batista é quase um figurante no livro) e uma morte no final de um personagem que continuou vivo na série.

Mas o melhor motivo para ler o livro é a narração altamente irônica e ácida de Dexter, que lembra a maldade sem peso na consciência de Humbert Humbert em Lolita de Vladimir Nabokov, proporcionando uma leitura divertida e empolgante.

Dia do Remorso

“Deus criou o mundo em seis dias, descansou no domingo e na segunda se arrependeu. Desde então, a segunda-feira ficou consagrada como dia internacional do remorso”

OrgiasLuís Fernando Veríssimo

A arma sonora

No livro Cantiga de Ninar, de Chuck Palahniuk, o jornalista Carl Streator, durante pesquisas sobre a Síndrome de Morte Súbita Infantil, descobre uma cantiga africana que se falada – ou mesmo pensada – em direção a alguém, mata a pessoa no mesmo instante. Pouco antes do verso fatal – ou cantiga de poda – transformar o jornalista num assassino compulsivo, Streator imagina como seria se o barulhento mundo de hoje começasse a aterrorizar-se com qualquer tipo de som:

O trovão abafado do diálogo atravessa as paredes, seguido por uma gargalhada em coro. Depois, mais trovões. a maior parte das trilhas sonoras de risadas na televisão foi gravada no começo da década de 1950. Hoje em dia, a maioria das pessoas que nós ouvimos rindo já estão mortas. (…)

Sob o assoalho, alguém está exclamando as palavras da letra de uma canção. Essas pessoas que precisam de suas tevês, vitrolas ou rádios tocando o tempo todo, essas pessoas que têm tanto medo do silêncio, são minhas vizinhas.

São barulhonômanos. Silenciófobos. (…)

Nós aumentamos o volume da nossa música para abafar o barulho. Os outros aumentam o volume da sua música para abafar a nossa. Nós aumentamos a nossa mais uma vez. (…)

Não se trata de qualidade. Trata-se de volume. (…)

Esses barulhômanos. Esses calmófobos.

Lá vem a batida, a batida e a batida de um tambor atravessando o teto. Pelas paredes, dá pra ouvir o riso e o aplauso de gente morta.

(…) Não é que você queira que todo mundo morra, mas seria agradável soltar o feitiço de poda no mundo. (…) Depois que as pessoas declarassem ilegal qualquer som forte, qualquer som que pudesse abrigar um feitiço, qualquer música ou barulho que pudesse ocultar um poema mortífero, depois disso o mundo ficaria silencioso. Perigoso e assustador, mas silencioso.

O instinto assassino por G.H.

Numa passagem de A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector (obviamente um dos meus livros preferidos), G.H. discorre, tomada pelo pânico, sobre o inesperado desejo de matar. O texto de Clarice faz um retrato sublime de como a ira nos cega repentinamente:

O medo grande me aprofundava toda. Voltada para dentro de mim, como um cego ausculta a própria atenção, pela primeira vez eu me sentia toda incumbida por um instinto. E estremeci de extremo gozo como se enfim eu estivesse atentando à grandeza de um instinto que era ruim, total e infinitamente doce – como se enfim eu experimentasse, e em mim mesma, uma grandeza maior do que eu. Eu me embriagava pela primeira vez de um ódio tão límpido como de uma fonte, eu me embriagava com o desejo, justificado ou não, de matar.

Logo adiante, G.H. não resiste e comete o crime que, fora do contexto, pode soar cômico, mas somente uma escrita tão envolvente é capaz de tornar qualquer absurdo em um relato coerente:

Sem nenhum pudor, comovida com minha entrega ao que é o mal, sem nenhum pudor, comovida, grata, pela primeira vez eu estava sendo a desconhecida que eu era – só que desconhecer-me não me impediria mais, a verdade já me ultrapassara: levantei a mão como para um juramento, e num só golpe fechei a porta sobre o corpo meio emergido da barata.

O Código de Ética Decorativo

Uma instituição – seja pública ou privada – ao buscar orientar ações e explicitar a própria postura diante da sociedade serve-se de um código de ética como instrumento para a exposição de princípios a serem cumpridos.

São vários os códigos de ética profissionais, empresariais e governamentais; temos, por exemplo, Código de Ética Odontológica, Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Código de Ética do Grupo Pão de Açúcar, Código de Ética dos Servidores da Anatel, entre outros.

Enquanto alguns códigos de ética só interessam aos envolvidos, outros merecem maior destaque e este caso deve ser aplicado ao Código de Ética da Radiodifusão Brasileira, de 1993, firmado entre os empresários da Radiodifusão Brasileira e Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão).deadtv

O texto que inicia com o pacto entre os empresários de radiodifusão dispostos a “transmitir apenas o entretenimento sadio e as informações corretas espelhando os valores espirituais artísticos que contribuem para a formação da vida e do caráter do povo brasileiro” é uma coletânea de dissimulações e idéias retrógradas. Destaco alguns trechos curiosos:

(…)

CAPITULO II

Da Programação

Art. 5º – As emissoras transmitirão entretenimento do melhor nível artístico e moral (…)

Art. 7º – Os programas transmitidos não advogarão discriminação de raças, credos e religiões (…)

Art. 15º – (…)

1) São livres para exibição em qualquer horário, os programas ou filmes:

a) que não contenham cenas realistas de violência, (…); não tratem de forma explícita temas sobre estupro, sedução, sequestro, prostituição e rufianismo;

(…)

d) que não apresentem nu humano (…), não insinuem o ato sexual, limitando as expressões de amor e afeto e carícias e beijos discretos. Os filmes e programas livres para exibição em qualquer horário não explorarão o homossexualismo (sic);

e) cujos temas sejam os comumente considerados apropriados para crianças e pré-adolescentes, não se admitindo os que versem de maneira realista sobre desvios do comportamento humano e de práticas criminosas mencionadas nas letras “a”, “c” e “d” acima;

(…)

2) Poderão ser exibidos, a partir de 20 horas (…):

a) (…) sendo permitida a insinuação de conjunção sexual sem exposição do ato ou dos corpos, sem beijos lascivos ou erotismo considerado vulgar;

(…)

3) Poderão ser exibidos, a partir das 21 horas (…) temas adultos ou sensíveis, observadas as restrições ou uso da linguagem dos itens anteriores e as restrições quanto à apologia do homossexualismo, da prostituição e do comportamento criminoso ou anti-social (…).

4) Poderão ser exibidos após as 23 horas os programas e filmes: que apresentem violência, desde que respeitadas as restrições do horário anterior; que não apresentem sexo explícito nem exibam, em “close”, as partes e órgãos sexuais exteriores humanos; que utilizem palavras chulas ou vulgares desde que necessárias e inseridas no contexto da dramaturgia; que abordem seus temas sem apologia da droga, da prostituição e de comportamentos criminoso.

É bastante curioso notar que a busca pelo entretenimento de melhor nível artístico e moral ficou só no papel, assim como a discriminação religiosa tá logo ao alcance do controle remoto: relembre a delicadeza do pastor que chutou a imagem de uma santa ou as patéticas sessões de “descarrego” tão comuns nas madrugadas da tv do bispo.

As cenas impróprias por horário são frequentes em novelas e filmes independentemente do período do dia, ao mesmo tempo que prostituição, homossexualismo e comportamento criminosos recebem a mesma classificação.

Tirando o Atraso 2008 – Livros

livrosEu sei. Uma lista de 2008 publicada em março de 2009 é o cúmulo do atraso, mas como procrastinação é meu forte, vai assim mesmo para não ficar só na promessa.

Como já disse antes a lista não é de novidades – uma espécie de “melhores de 2008” – e sim uma reunião daquilo que preencheu muito bem minhas horas vagas.

Antes da lista, mais uma consideração: ao contrário da lista de séries, não haverá ranking entre os livros abaixo, sendo os mesmos organizados por ordem de sobrenome do autor.

Meu top 10 de livros lidos em 2008:

Sobre Ética e Imprensa – Eugênio Bucci

Ao fim da leitura de Sobre a Ética e Imprensa fiquei com a triste sensação de que a grande imprensa brasileira o considera uma espécie de Manual de anti-jornalismo, em virtude do comportamento contrário aos ensinamentos de Bucci ser tão frequente nas redações. Recomendado para quem ainda acredita ser possível fazer a diferença.

A Sangue Frio – Truman Capote

Destaque no surgimento do jornalismo literário, A Sangue Frio narra o assalto frustrado que resulta no assassinato da família Clutter até a condenação e execução dos assassinos. Fruto de 6 anos de pesquisas e entrevistas feitas por Capote, o livro é uma obra-prima rica em detalhes e capaz de prender a atenção do leitor até a última página.

Casa Grande & Senzala – Gilberto Freire

Estudo minucioso sobre as raízes da sociedade brasileira, influencias culturais e ambientais, assim como as contribuições de cada etnia presente no passado brasileiro. Publicado em 1933, Casa Grande & Senzala provocou reações diversas ao mostrar a miscigenação como uma riqueza da nação.

Comunicação em Prosa Moderna – Othon M. Garcia

Não perca tempo com “manuais de redação” dos jornais X ou Y que só servem para homogeneizar textos e estabelecer regras empresariais. Othon M. Garcia mostra o caminho para escrever bem sem a desnecessária pasteurização institucional que tantos manuais oferecem.

1984 – George Orwell

Eu já tinha lido 1984 em plena adolescência e o maravilhamento foi imediato. 9 anos depois, resolvi reler o clássico de Orwell – mas dessa vez em inglês – e é incrível como o mesmo texto proporciona novas experiências após um longo intervalo. A sociedade totalitária imaginada por Orwell, com suas terminologias e hipocrisias explicam muito a nossa sociedade. Dizer de onde surgiu o termo Big Brother é o de menos.

Clube da Luta – Chuck Palahniuk

Sempre nutri uma certa obsessão pelo filme Clube da Luta, mas o livro, esgotado no Brasil, tornou-se algo impossível de encontrar. Mas sempre tem pessoas incríveis e especiais dispostas a garimpar editoras e distribuidoras até encontrar aquele presente perfeito. E foi assim que ganhei o livro de Palahniuk. A maluquice subversiva de Tyler Durden e a devoção quase homoerótica do narrador são brilhantes.

Vidas Secas – Graciliano Ramos

Confesso: em tempos de prova de literatura no Ensino Médio, li o resumo ao invés do livro. Para corrigir os erros do passado, aventurei-me pelo regionalismo de Graciliano Ramos e apaixonei-me pelo que encontrei. A família animalizada que tenta sobreviver à seca e a cachorra Baleia que sonha com preás compõem um retrato sensível do sertão.

What Língua is Esta? – Sérgio Rodrigues

Neste livro, Sérgio Rodrigues do blog Toda Prosa reuniu textos publicados originalmente em jornais e sites abordando neologismos, estrangeirismos, lulismos e outras variações linguísticas presentes no dia-a-dia brasileiro.

Alucinações Musicais – Oliver Sacks

O neurologista Oliver Sacks é famoso por contar casos inusitados de pacientes, tendo algumas de suas histórias adaptadas para o cinema, como Tempo de Despertar e À Primeira Vista. Em Alucinações Musicais, Sacks reúne situações relacionadas à música, ora como terapêutica, ora prejudicial nos mais variados pacientes.

Ensaio Sobre a Cegueira – José Saramago

Apesar do filme homônimo ser bastante fiel à história de Saramago, sempre recomendo a leitura do livro pelo prazer de acompanhar o desenrolar da história dos cegos e a mulher do médico com a riqueza de detalhes sórdidos e escatológicos ao qual o mundo dos cegos foi transformado.

Ficaram de fora, mas nem tanto: A Revolução dos Bichos (George Orwell), São Bernardo (Graciliano Ramos) e No Sufoco (Chuck Palahniuk) foram ótimas leituras, mas para manter a lista com um livro de cada autor, ficaram à parte.

O sofrimento e a arte

Em Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, a sociedade futurística é formada por humanos fabricados e condicionados, possibilitando a existência de uma população saudável e obediente, além da diferenciação de classes conforme características físicas e intelectuais.

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Diante de uma população fabricada, as relações familiares eram tidas como algo primitivo e vulgar, assim como a vida coletiva era valorizada e necessária para o bem estar da sociedade. Para tanto, o passado foi reescrito conforme a necessidade de manter o suposto bem estar e o que divergia do pensamento imposto fora destruído e proibido. Dessa forma, a Arte foi substituída pelo entretenimento sensorial criado por Engenheiros de Emoções.

Um dos líderes do governo em questão, o Administrador Mudial Mustafá Mond explica para Helmholtz e John porque Shakespeare não é bem vindo na sociedade:

Porque o nosso mundo não é o mesmo que o de Othello. Não se podem fazer calhambeques sem aço e não se podem fazer tragédias sem instabilidade social. O mundo é estável, agora. As pessoas são felizes, conseguem o que querem e nunca querem aquilo que não podem obter. Sentem-se bem, estão em segurança, nunca estão doentes, não receiam a morte, vivem numa serena ignorância da paixão e da velhice, não são sobrecarregadas com pais e mães, não têm mulheres, nem filhos, nem amantes, pelos quais poderiam sofrer emoções violentas, estão de tal modo condicionadas que, praticamente, não podem deixar de se portar como devem.

(…) esse é o preço que temos de pagar pela estabilidade. É preciso escolher entre a felicidade e o que outrora se chamava a grande arte. Nós sacrificamos a grande arte. Temos em seu lugar os filmes perceptíveis e os órgãos de perfumes.

Gostei muito desse trecho por expor a idéia da necessidade da instabilidade social para existir a Arte, assim como enobrece o ideal do artista-sofredor.

Claro que a instabilidade social é um terreno fértil para obras artísticas surgirem e proporem discussões relevantes, mas nem só de tristeza vive a arte. Já para combater o ideal do artista-sofredor, muito difundido principalmente na poesia, recorro às palavras do diretor de cinema David Lynch, retiradas do livro Em Águas Profundas:

O artista precisa entender o conflito e o estresse. Essas coisas lhe instigam idéias. Mas garanto que estresse demais imobiliza à criatividade. Podemos entender o conflito, sem necessariamente viver dentro dele.

(…)

É senso comun: quanto mais o artista sofre, menos criativo ele fica. O mais provável é que trabalhe de má vontade e que dificilmente faça algo de interessante.

Os 10 Livros mais roubados no Reino Unido

Estima-se que 100 milhões de livros – correspondendo cerca de R$2,5 bilhões – são roubados anualmente em livrarias do Reino Unido.

Os livros de referências e infanto-juvenis são os preferidos pela possibilidade de serem vendidos informalmente, a preços baixos, em bares ou através de sites como o eBay. No topo da lista, o guia de ruas London A-Z é o mais visado, seguido por mapas, guias turísticos e de trânsito e dicionários, além dos gêneros fantasia, policial e livros infanto-juvenis.

Os 10 livros mais roubados no Reino Unido:

1 – London A-Zs – Geographer’s A-Z Map Co.

2 – Ordnance Survey Maps – Ordnance Survey

3 – A Cor da Magia – Terry Pratchett

4 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – J.K. Rowling

5 – Lonely Planet Great Britain – David Else

6 – O Senhor dos AnéisJ.R.R. Tokien

7 – Faces – Martina Cole

8 – SecretsJacqueline Wilson

9 – Oxford Dictionary of English – Catherine Soanes

10 – The Official Highway Code (Código de Trânsito britânico)

Vale a pena comparar a lista acima com os 10 livros mais emprestados em bibliotecas britânicas que provavelmente são realmente lidos.

Os livros mais emprestados* em bibliotecas do Reino Unido:

1 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – J.K. Rowling

2 – A Casa das Lembranças Perdidas – Kate Morton

3 – O Guardião de Memórias – Kim Edwards

4 – Relentless – Simon Kernick

5 – The Other Side of the Bridge – Mary Lawson

6 – Quickie – James Patterson & Michael Ledwidge

7 – The 6th Target – James Patterson & Maxine Paetro

8 – The Savage Garden – Mark Mills

9 – Um Desafio para Cross – James Patterson

10 – Step on a Crack – James Patterson & Michael Ledwidge

*Entre Julho de 2007 a Junho de 2008

(Via: Times Online)

Brasileiro comprou mais livros em 2008

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Em levantamento feito pela Associação Nacional de Livrarias entre as livrarias associadas à entidade – que representam 67% das livrarias brasileiras – foi constatado um crescimento médio de 10,46% em 2008, em comparação ao faturamento de 2007.

Também foi notado o aumento de vendas no segmento Infanto-juvenil, conforme as 10 áreas com maior crescimento no ano:

01. Infanto-juvenil
02. Auto-ajuda
03. Ciências Humanas e Sociais
04. Ficção
05. Didático
06. Religião
07. Dicionários
08. Ciências Exatas
09. Ciências Biológicas
10. Jurídico

E os livros mais vendido em 2008 foram:

01º A menina que roubava livros – Markus Zusak (Editora Intrinseca)

02º O vendedor de sonhos – Augusto Cury (Editora Academia de Inteligência)

03º 1808 – Laurentino Gomes (Editora Planeta do Brasil)

04º A Cabana – William P. Young (Editora Sextante)

05º Caçador de pipas – Khaled Hosseini (Editora Nova Fronteira)

06º Cidade do Sol – Khaled Hosseini (Editora Nova Fronteira)

07º O monge e executivo – James C. Hunter (Editora Sextante)

08º Crepúsculo – Stephenie Meyer (Editora Intrinseca)

09º O Segredo – Rhonda Byrne (Editora Ediouro)

10º Marley e eu – John Grogan (Editora Prestígio)

11º Comer, rezar e amar – Elizabeth Gilbert (Editora Objetiva)

A literatura permite formular perguntas

“Creio que a literatura não promove mudanças, mas permite formular perguntas. E as perguntas promovem as mudanças. Uma menina em uma livraria chegou e me disse “O búfalo da noite me tirou todas as dúvidas que meu terapeuta não conseguiu tirar em três anos”. Essa é talvez um das melhores homenagens que se pode fazer a um escritor. Às vezes, os livros questionam tão fortemente a realidade que esta tem de mudar.”

O trecho acima foi extraído da excelente entrevista, da edição nº 15 (outubro de 2008) da Revista da Cultura, com Guillermo Arriaga, escritor de O Esquadrão Guilhotina, Um Doce Aroma da Morte e O Bufalo da Noite, além de roteirista dos filmes Amores Brutos, 21 Gramas, Babel e diretor de The Burning Plain.