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4ª Bienal do Livro traz Adriana Partimpim para Rio Preto

Amanhã, dia 30 de Abril de 2010, começa a 4ª Bienal do Livro de Rio Preto com espetáculos, palestras, encenações, exposições, projeções e shows ao longo da programação que estende até o dia 09 de Maio e tem como espaço o Centro de Educação, Cultura e Artes – Swift.

Já na primeira noite da Bienal, a cantora Adriana Calcanhotto apresentará o show Adriana Partimpim – Dois É Show no Anfiteatro Nelson Castro (em frente à Swift), que recebeu estrutura especial para o evento para abrigar além de shows, apresentações de teatro e dança.

Dois é Show apresenta o segundo disco de Adriana Calcanhotto voltado ao público infantil, que para tal projeto a cantora utiliza o pseudônimo Adriana Partimpim. A apresentação será gratuita e terá início às 20h.

Confira a programação completa:

4ª Bienal do Livro: www.bienalriopreto.com.br

Siga a Bienal no Twitter: @BienalLivro2010

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Dicas de podcasts – parte 2

Dando continuidade às dicas de podcast de pouco mais de um ano atrás, selecionei outras interessantes opções para baixar e ouvir.

Nacionais

A Rádio CBN disponibiliza todos os programas, boletins e comentários de sua grade em podcast. Dentre as inúmeras opções, seleciono e indico as seguintes:

  • Mundo Sustentável, por André Trigueiro

Notícias e análises sobre sustentabilidade, ecologia, ambientalismo.

Duração média: 12 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/andre-trigueiro.xml

  • Ethevaldo Siqueira

Breve bate-papo sobre novidades em tecnologia.

Duração média: 3 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/ethevaldo-siqueira.xml

  • Sessão de Cinema – Marcos Petrucelli

Notícias e análises sobre os últimos lançamentos do cinema, feito pelo editor do e-Pipoca.

Duração média: 10 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/marcos-petrucelli.xml

  • Mundo Corporativo – Max Gehringer

Espécie de FAQ sobre empresas, carreira e afins.

Duração média: 02 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/max-gehringer.xml

Internacionais

O maior site de cinema da França (uma espécie de IMDB) disponibiliza trailers dos próximos lançamentos do cinema francês e internacional.

Feed: http://rss.allocine.fr/bandesannonces/ipod

  • Les Concerts à emporter

Um incrível videocast do site francês de música La Blogotheque, que leva artistas a cantarem em lugares nada convencionais.

Feed: http://feeds.feedburner.com/concertsaemporter

  • The World Series

Podcast do blog de séries Le Monde de Séries, integrante da versão online do jornal francês Le Monde.

Duração média: 30 minutos.

Feed: http://feeds.feedburner.com/theworldseries

  • ZeMIXX par Joachim Garraud

Um dos melhores e mais agitados podcast de música eletrônica. Ideal para ouvir na academia.

Duração média: 1 hora.

Feed: http://joachimgarraud.com/Zemixx_By_DJ_Joachim_Garraud.rss

Por um Natal sem Simone!

Com a aproximação das festas natalinas um temor específico ronda grande parte da população brasileira: está chegando a insuportável maratona de execução do disco 25 de Dezembro da Simone. Como sou contra o terrorismo e acredito que esse tipo de bomba (ou seria droga?) deve ser mantido longe do alcance de qualquer pessoa, resolvi listar algumas alternativas para quando aquela tia solteirona insistir que músicas com sinos devem alegrar a ceia de Natal.

A Christmas Gift For You (1963) – Phil Spector

O produtor de rock Phil Spector reuniu músicas tradicionais e algumas novas composições natalinas e contou com a voz de The Ronettes, Crystals, Darlene Love e Bob B. Soxx & the Blue Jeans para a realização do álbum A Christmas Gift For You, que chega a agradar pela pegada mais pop, mesmo mantendo-se todos os clichês do gênero: sinos, chocoalhos, guizos e afins pulverizados por todas as músicas.

Elvis’ Christmas Album (1957) – Elvis Presley

Uma infinidade de discos (coletâneas, compilações entre outros) foram lançados com músicas natalinas interpretadas pelo Rei do rock; mas também não é por menos: as versões de Elvis Presley são excelentes simplesmente por não forçar a barra com os típicos “sons natalinos”, sendo a letra a única referência ao Natal. Chego a ficar em dúvida qual versão é melhor: Blue Christmas, Santa Bring My Baby Back (To Me), White Christmas, I’ll be Home for Christmas ou Silent Night.

Algumas faixas:

Everyday is Christmas With YouBeth Ditto

A vocalista da banda The Gossip gravou essa faixa de tirar o fôlego para o álbum Kill Rock Stars Winter Holiday Album.

Everything’s gonna be cool this ChritsmasEels

Contribuição do Eels para a compilação natalina It’s a Cool Cool Christmas (que também tem Dandy Warhols, Flaming Lips e Belle & Sebastian, entre outros)

Nico – Chelsea Girl

ChelseaGirlLogo após o surgimento das primeiras músicas gravadas pela atriz Scarlett Johansson em sua carreira musical, minhas primeiras impressões foram: 1) Ela é melhor como atriz; 2) Isso parece um cover ruim da Nico. Claro que algumas músicas um pouquinho melhores da atriz surgiram em seguida, mas na minha cabeça a comparação com aquela que foi integrante do Velvet Underground permaneceu.

Da carreira de modelo, Nico (nascida Christa Päffgen) acabou ganhando papéis em alguns filmes, chegando a fazer participações em A Doce Vida de Federico Fellini e Chelsea Girls de Andy Warhol. A amizade com Warhol rendeu o convite para a então modelo/atriz soltar a voz num álbum solo, além da participação no Velvet Underground. Assim, pegando carona na participação no filme Chelsea Girls, em 1967 a cantora Nico surge com o álbum Chelsea Girl com faixas assinadas por Bob Dylan, Lou Reed, entre outros.

A voz grave, entonação e pronuncia típica de uma estrangeira (Nico era alemã) davam um toque esquisitão em músicas  suaves, embaladas por flauta, violoncelo, guitarra e órgão. A faixa de abertura, The Fairest of the Seasons – de uma beleza singular – assim como a faixa-título (ouça uma versão ao vivo) deixam claro o potencial da cantora. O disco só não é todo perfeito pela longa e entediante It Was a Pleasure Then que em 8 minutos abre mão da musicalidade para o experimentalismo.

Bob Dylan – Highway 61 Revisited

Highway_61_RevisitedEm 1965 Bob Dylan já tinha o que se pode chamar de uma respeitável carreira musical: em três anos, já contabilizava 5 discos de sucesso; suas baladas folks renderam o rótulo de cantor de protesto; o estilo influenciava tantos outros artistas por várias gerações.

Mas foi com Highway 61 Revisited que o cantor folk pegou muita gente de surpresa ao mostrar que também era um ótimo roqueiro. As músicas longas, cheias de histórias e temas provocativos continuaram no repertório de Dylan, mas dessa vez acompanhadas pela guitarra.

Além de estar presente no livro 1001 discos …, Highway 61 Revisisted consta em 4º lugar na lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, feita pela revista Rolling Stone.

Bert Jansch

bert jansch5 anos após Joan Baez lançar seu primeiro álbum foi a vez de Bert Jansch encantar com a dupla voz/violão. Enquanto a cantora americana entoava canções tradicionais de sua terra, o escocês Jansch abordava conflitos emocionais, amor, drogas e desilusões sempre acompanhado com impecáveis acordes na guitarra, sendo esta a protagonista do álbum Bert Jansch, deixando a voz do músico em segundo plano.

Oh How Your Love is Strong, I Have no Time e Needle of Death, juntamente com a instrumental Angie são minhas preferidas no disco e recomendadas para momentos de pura introspecção.

Top 20 mais ouvidos

top20Vasculhando o histórico da minha conta no Last.fm, notei que no próximo dia 21 a mesma completará 1 ano de criação, enviando para meu perfil o registro de tudo que ouço no computador ou iPod. Entre tudo que ficou registrado (865 artistas!), selecionei os 20 mais tocados:

20 – Peaches
19 – M.I.A.
18 – Os Mutantes
17 – Arctic Monkeys
16 – Bonde do Rolê
15 – Tom Zé
14 – Adriana Calcanhoto
13 – Radiohead
12 – Kaiser Chiefs
11 – Cansei de Ser Sexy
10 – Alanis Morissette
09 – The Beatles
08 – Ladytron
07 – Stereo Total
06 – Britney Spears
05 – 2 Many DJs
04 Madonna
03 – Rasputina
02 – Björk
01 – Belle and Sebastian

Até pra mim essa combinação toda parece bizarra demais.

E você: qual é o seu top 20?

 

O agora de ontem

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O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.

Mário Quintana.

Lestics já foi uma dupla; hoje é um quinteto. Antes havia apenas um compositor; hoje são quatro. Em 2007, a banda lançou os álbuns 9 sonhos e les tics, agora chegou a vez de Hoje que, assim como os anteriores, traz nove faixas.

Hoje oficializa a chegada dos novos integrantes que são Marcelo Patu (baixo e violão), Felipe Duarte (bateria) e Lirilestics-hoje02nha (guitarra e violão) ao lado dos fundadores Umberto Serpieri (violão, guitarra, teclado, gaita, escaleta e backing vocal) e Olavo Rocha (vocal).

As nove canções de Hoje mantém o estilo da banda ao reunir as referências pop, rock e folk para narrar pequenas histórias, sentimentos e inquietações humanas, mas dessa vez as faixas apresentam uma maior harmonia, provável conseqüência de uma maior maturidade.

E maturidade é o que não falta nas faixas do álbum, marcadas pelo conflito entre o passado e o presente como no clima de abandono da balada À espera de um fantasma ou a constatação de que o tempo passou em Velho: “A rotina pesa muito mais que de costume; O passado perde a forma e cresce no volume”.

Mesmo com o tom maduro, a banda não perdeu seu bom humor. Em Sem título número 4, com batidas compassadas de bateria e guitarra vem uma irônica receita de arte e uma interessante visão sobre o artista: “Artista é quem sofre elestics-hoje03 faz sofrer sem saber das doces verdades da vida; Nada toca mais seu coração que o sorriso amarelo da ferida”.

Plano de fuga, a faixa de abertura, é uma ode à esperança em uma cativante combinação de instrumentos sem soar repetitiva. Na sequência, a pop-rock Mania de Organização tem um dos melhores refrões do álbum: “Por fora tudo é simetria; Por dentro tudo é confusão; Parece pura ironia a sua mania de organização”.

O folk tão presente em trabalhos anteriores da banda ganha destaque em Idéias originais, cuja letra retoma também a criação artística: “As idéias originais amadurecem à noite e apodrecem cedo demais”.

Produzido e gravado no estúdio Nimbus, Hoje teve uma tiragem modesta e caprichada: são três capas diferentes criadas por Rodrigo Maragliano. E, assim como os trabalhos anteriores, o álbum está disponível para download no site oficial da banda e no Myspace para quem quiser apenas ouvir as músicas.

lestics_hoje

Após o onírico 9 sonhos e do conflito emocional de les tics, Hoje é um retrato das diferentes reações provocadas pelo passado: ora trazendo saudades, ora causando incômodo. É sobre aquele passado que volta e nos pega de surpresa ou daquela cobrança interna que tentamos esconder de nós mesmo; é um aviso de que o passado não morre e está sempre por perto, podendo aparecer – quem sabe – hoje.

Site oficial: www.lestics.com.br

Dusty Springfield – A Girl Called Dusty

a_girl_called_dustyUma branquela com vozeirão e cabelo armado, embalada por letras tristes não é uma descrição exclusiva de Amy Winehouse. Influenciada pela soul music de gravadoras como a Motown, a coletânea de 1964 A Girl Called Dusty de Dusty Springfield traz belas interpretações desta que foi uma das principais cantoras de soul da Inglaterra nos anos 60.

dustyspringfieldDo hit Mama Said a versão de When The Lovelight Starts Shining Thru His Eyes, do trio The Supremes, passando pela canção feminista You Don’t Own Me, Dusty canta com firmeza as dores do amor, mantendo o charme necessário em um saboroso álbum a ser ouvido da primeira a última faixa.

A única falha na escolha das músicas para esta coletânea foi em não ter incluido a excelente I Just Don’t Know What To Do With Myself (mais conhecida hoje pela versão do White Stripes) que faz parte do álbum Dusty, também lançado em 64.

Ouça:

Mama Said:

When The Lovelight Starts Shining Thru His Eyes:

I Just Don’t Know What To Do With Myself:

Veja:

The Supremes – When The Lovelight Starts Shining Thru His Eyes

White Stripes – I Just Don’t Know What To Do With Myself

Dusty Springfield – I Just Don’t Know What To Do With Myself

Charles, Beatles, Dylan, Gilbertos, Brel

Resolvi fazer um apanhado de algumas  ótimas músicas distribuídas nos álbuns citados no livro 1001 Discos. A lista abaixo compreende ainda lançamentos da década de 60.

Bye Bye LoveRay Charles

Essa faixa também foi composta pelo casal Felice e Boudleaux Bryant para The Everly Brothers, mas a versão tragicômica de Charles é excelente. Primeira faixa do disco Modern Sounds in Country and Western Music, anima o espirito do ouvinte para a sequência de lamentações amorosas.

All My LovingThe Beatles

Minha preferida do disco With The Beatles, lançado em 1963 que também traz Please Mister Postman e Till There Was You (que teve a honra de ser traduzida por Beto Guedes e interpretada por Simony!)

Blowin’  In The WindBob Dylan

Não conhece Bob Dylan? Aproveite para conhecer agora. Esta faixa abre o The Freewheelin’ Bob Dylan, de 1963, que traz uma impecável seleção de canções folk como só Dylan faz.

Corcovado (Quiet Nights of Quiet Stars) Stan Getz and João Gilberto

Direto do Brasil da Bossa Nova Tipo Exportação, o disco Getz/Gilberto reúne as canções mais famosas da bossa nova, mas o destaque fica por conta das participações de Astrud Gilberto no vocal.

I Should Have Known BetterThe Beatles

Outra música dos Beatles que sofreu um atentado terrorista ganhou uma versão brasileira. Porque se a Jovem Guarda cantou, então não custa nada o KLB fazer o mesmo. Presente no disco A Hard Day’s Night, que também tem outros sucessos adaptados por artistas nacionais.

MathildeJacques Brel

O disco Olympia 64 é diversão garantida para fãs da chanson française, mas o principal motivo da escolha dessa faixa é a presença da mesma na trilha da peça Le Retour Au Désert (O Retorno ao Deserto).