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John Waters – Parte 6

Cry-Baby (1990)

Com Johnny Depp no papel principal, elenco cada vez mais famoso e excelentes músicas, Cry-Baby foi o único musical de John Waters e provavelmente uma das poucas megaproduções do cineasta.

Wade Walker (Depp), também conhecido por Cry-Baby pela habilidade de chorar apenas uma lágrima, faz parte dos Drapes, os garotos rebeldes e desajustados de uma escola de Baltimore nos anos 50, rivalizados pelos certinhos e endinheirados Squares.

A rivalidade entre Drapes e Squares acentua com o namoro de Cry-Baby e Allison Vernon-Williams (Amy Locane), uma típica square que está “cansada de ser boazinha”.

No elenco, além dos já tradicionais Dreamlanders, Ricki Lake volta após o sucesso de Hairspray na companhia do cantor Iggy Pop e da controversa Traci Lords, que ganhou fama após revelar ter realizado centenas de filmes pornográficos antes de completar 18 anos, tornando todo o material ilegal.

Para não desagradar totalmente o estúdio investidor, que exigiu um filme de classificação 14 anos, John Waters pegou leve nos temas polêmicos, mas sem desapontar os fãs com as suas inversões de valores e sátiras subversivas.

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Acabou em 2010

O ano de 2010 foi o último de quatro séries que eu acompanhava quase que semanalmente (algumas vezes, cheio de frustração). Entre encerramentos bons, ruins e emergenciais, seguem as 4 falecidas:

Ugly Betty

Após inúmeras adaptações internacionais da telenovela colombiana Yo soy Betty, la fea, foi a vez da versão americana, co-produzida por Selma Hayek, tornar realidade. Produzida pelo canal ABC, Ugly Betty a princípio parecia mais uma adaptação para tv do filme O Diabo Veste Prada, do que um dramalhão hispânico com pitadas de humor. A primeira temporada foi sem dúvida a mais divertida e bem planejada nos 4 anos de existência da série. A partir da segunda temporada, a série foi da dramédia para o dramalhão cansativo e repetitivo, recuperando o fôlego tarde demais, somente na última metade da quarta temporada.

De 2006 a 2010, Ugly Betty contou com 85 episódios ao longo de quatro temporadas. Entre outros prêmios, faturou Emmy e Globo de Ouro em 2007 em categorias principais. No Brasil ainda é exibida pelo canal Sony e SBT.

Nip/Tuck

A série superficialmente profunda sobre a dupla de cirurgiões plásticos e os pacientes muitas vezes bizarros que nomeiam os episódios chegou ao fim após 100 episódios distribuidos em seis temporadas ao longo de sete anos. Mesmo entre altos e baixos, Nip/Tuck nunca perdia o gosto pela polêmica: drogas, variados comportamentos e identidades sexuais, psicoses, doenças raras eram temas constantes.

Produzida pelo canal FX e criada por Ryan Murphy (o mesmo criador de Glee), Nip/Tuck levou o Globo de Ouro de melhor série dramática em 2005 e também o Emmy de maquiagem em 2004. No Brasil recebeu o nome de Estética na programação do SBT e também foi ao ar pela FOX e FX.

Heroes

Pessoas comuns com super poderes deu certo na primeira temporada. A partir da segunda temporada, Heroes foi uma sucessão de erros e clichês imperdoáveis. Levou 78 episódios em 4 temporadas para o canal NBC dar fim nesse desastre.

Lost

Muitos mistérios, várias perguntas e poucas respostas foram fundamentais no sucesso de Lost ao longo dos 115 episódios em 6 temporadas. O elenco numeroso mergulhado em tramas de ação e suspense virou mania e rendeu vários prêmios (01 Globo de Ouro em 2006 e 10 Emmy em 2005, 2007, 2008, 2009 e 2010). Depois de tantas perguntas, claro que o final rendeu muita frustração na maioria do público, mas mesmo assim merece todos os elogios que recebe.

2 x 7 filmes em 2010

Recuperando a idéia de listas Tirando o Atraso chegou a hora de enumerar alguns filmes aos quais assisti em 2010 (lançamentos ou não), compondo duas listas: uma com sete filmes imperdíveis e outra lista com filmes que não deveriam ter saído do projeto.

TOP 7:

  • Toy Story 3 (2010, Dir.: Lee Unkrich): Exagero dizer que um dos melhores filmes do ano é uma animação? Não. Toy Story 3 é divertido e comovente na medida certa, recomendado para todas as idades.
  • É Proibido Fumar (2009, Dir.: Anna Muylaert): Mistura perfeita de drama, romance e suspense num roteiro caprichado de Anna Muylaert e interpretações brilhantes de Glória Pires e Paulo Miklos.
  • 500 Dias Com Ela ((500) Days of Summer, 2009, Dir.: Marc Webb): Sobre pé-na-bunda e como superá-lo. Aberto para a discussão: Summer foi cruel ou Tom não percebeu os sinais desde o começo?
  • A Origem (Inception, 2010, Dir.: Christopher Nolan): Ficção científica rocambolesca com roteiro tão bom que não deixa ninguém perdido na história. Ponto para o encontro de Joseph Gordon-Levitt e Leonardo DiCaprio que também estão em 2 outros filmes desta lista.
  • Ilha do Medo (Shutter Island, 2010, Dir.: Martin Scorcese): Suspense impecável, com fotografia belíssima e uma reviravolta no final.
  • Anticristo (Antichrist, 2009, Dir.: Lars von Trier): Riqueza de simbologia com pitadas de sadismo para narrar a tentativa de um casal em superar a morte do filho.
  • Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010, Dir.: José Padilha): Uma sequência que conseguiu ser melhor do que o filme original. Filme brasileiro de ação de alta qualidade.

FLOP 7:

  • Do Começo ao Fim (2009, Dir.: Aluisio Abranches): Difícil saber o que é pior nessa tentativa de filme temático LGBT: o roteiro sem nexo? Atuações patéticas? Direção precária? Nonsense gratuito? O que Júlia Lemmertz faz perdida nesse fiasco?
  • Se Nada Mais Der Certo (2008, Dir.: José Eduardo Belmonte): Poderia ser melhor sem a narração inaudível e sofrível de Cauã Reymond e a tentativa de abraçar muitos temas ao mesmo tempo.
  • Atividade Paranormal 2 (Paranormal Activity 2, 2010, Dir.: Tod Williams): o primeiro já era ruim.
  • Carrie, A Estranha (Carrie, 2002, Dir.: David Carson): Filme feito para tv que assusta pela péssima qualidade.
  • Comer, Rezar, Amar (Eat Pray Love, 2010, Dir.: Ryan Murpy): Julia Roberts e Javier Bardem não foram suficientes para tornar a adaptação do livro famoso em um filme interessante.
  • Nosso Lar (2010, Dir.: Wagner de Assis): Muito dinheiro gasto em “efeitos especiais” e nenhum investido em bom gosto na direção de arte.
  • Nine (2009, Dir.: Rob Marshall): Se a melhor parte do filme é a participação de Fergie, como levar o resto a sério?

John Waters – Parte 5

Hairspray – E Éramos Todos Jovens (Hairspray, 1988)

No começo da década de 60 a grande sensação da tv em Baltimore era o programa Corny Collins Dance Show. Fazer parte dos participantes/dançarinos era o sonho dos adolescentes, principalmente de Tracy Turnblad (Ricki Lake), a gordinha de cabelo armado à base de muito hairspray. Após ganhar um concurso de dança, Tracy é selecionada para integrar ao Corny Collins a princípio contra a vontade de sua mãe Edna (Divine, em seu último papel), até enchergar as possibilidades financeiras no sucesso da filha.

O sucesso de Tracy incomoda a mimada Amber von Tussle (Colleen Fitzpatrick), que com a ajuda dos pais Velma (Debbie Harry) e Franklin (Sonny Bono) procuram sabotar a gordinha preferida pelo público. Ao mesmo tempo, algo mais importante preocupa Tracy e seus amigos: segregação racial, participando de protestos a favor da integração em programas de tv.

Apesar de ter ganhado uma adaptação em musical da Broadway em 2002 e um filme musical em 2007, Hairspray não é um musical. O filme dançante de John Waters tem uma produção mais requintada, fugindo da estética trash de seus primeiros filmes. Entre os Dreamlanders originais, participam do filme Mary Vivian Pearce e Mink Stole, além de Divine, que faleceu antes do lançamento do filme.

John Waters – Parte 4

Polyester (1981)

Francine Fishpaw (Divine) é uma dona de casa dedicada, casada com um proprietário de cinema pornô e mãe de uma ninfomaníaca e de um violento podólatra viciado em desinfetantes, que vê sua vida desmoronar com os protestos de defensores de filmes de classificação livre, a gravidez da filha e os ataques do filho como maníaco pisador de pés. Roubando a cena, surge a amiga confidente e ex faxineira Cuddles Kovinsky (Edith Massey com sua inconfundível atuação adoravelmente mecânica) – que ficou rica após receber herança de antigos clientes – para ajudar Francine a descobrir a traição do marido com a secretária.

Desiludida, Francine passa a beber compulsivamente e tenta suicídio enquanto o filho é preso e a filha é enviada para uma instituição religiosa administrada por freiras cruéis. Após uma sequência de desastres na vida da família, os problemas vão sendo aparentemente resolvidos, assim como Francine arruma um novo namorado, que na verdade é comparsa e amante de sua mãe para roubar o dinheiro recebido no divórcio.

Uma das atrações de Polyester quando foi lançado em 1981 é o cartão Odorama – que também acompanha a edição importada do DVD – que a partir de indicações numéricas na tela permite que o espectador sinta o cheiro característico da cena ao raspar o número correspondente no cartão, recurso bastante útil já que a protagonista está sempre intrigada ou incomodada com determinados vestígios olfativos.

Sexta long-metragem da carreira de diretor de John Waters, Polyester indica um início de suavização dos temas polêmicos e nonsense em seus filmes, assim como uma produção mais sofisticada, fugindo um pouco da caráter trash marcante dos primeiros filmes. O filme também rendeu trechos de diálogos usados na fantástica música Frontier Psychiatrist, do grupo eletrônico The Avalanches.

Dicas de podcasts – parte 2

Dando continuidade às dicas de podcast de pouco mais de um ano atrás, selecionei outras interessantes opções para baixar e ouvir.

Nacionais

A Rádio CBN disponibiliza todos os programas, boletins e comentários de sua grade em podcast. Dentre as inúmeras opções, seleciono e indico as seguintes:

  • Mundo Sustentável, por André Trigueiro

Notícias e análises sobre sustentabilidade, ecologia, ambientalismo.

Duração média: 12 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/andre-trigueiro.xml

  • Ethevaldo Siqueira

Breve bate-papo sobre novidades em tecnologia.

Duração média: 3 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/ethevaldo-siqueira.xml

  • Sessão de Cinema – Marcos Petrucelli

Notícias e análises sobre os últimos lançamentos do cinema, feito pelo editor do e-Pipoca.

Duração média: 10 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/marcos-petrucelli.xml

  • Mundo Corporativo – Max Gehringer

Espécie de FAQ sobre empresas, carreira e afins.

Duração média: 02 minutos.

Feed: http://imagens.globoradio.globo.com/cbn/podcast/comentaristas/max-gehringer.xml

Internacionais

O maior site de cinema da França (uma espécie de IMDB) disponibiliza trailers dos próximos lançamentos do cinema francês e internacional.

Feed: http://rss.allocine.fr/bandesannonces/ipod

  • Les Concerts à emporter

Um incrível videocast do site francês de música La Blogotheque, que leva artistas a cantarem em lugares nada convencionais.

Feed: http://feeds.feedburner.com/concertsaemporter

  • The World Series

Podcast do blog de séries Le Monde de Séries, integrante da versão online do jornal francês Le Monde.

Duração média: 30 minutos.

Feed: http://feeds.feedburner.com/theworldseries

  • ZeMIXX par Joachim Garraud

Um dos melhores e mais agitados podcast de música eletrônica. Ideal para ouvir na academia.

Duração média: 1 hora.

Feed: http://joachimgarraud.com/Zemixx_By_DJ_Joachim_Garraud.rss

Por um Natal sem Simone!

Com a aproximação das festas natalinas um temor específico ronda grande parte da população brasileira: está chegando a insuportável maratona de execução do disco 25 de Dezembro da Simone. Como sou contra o terrorismo e acredito que esse tipo de bomba (ou seria droga?) deve ser mantido longe do alcance de qualquer pessoa, resolvi listar algumas alternativas para quando aquela tia solteirona insistir que músicas com sinos devem alegrar a ceia de Natal.

A Christmas Gift For You (1963) – Phil Spector

O produtor de rock Phil Spector reuniu músicas tradicionais e algumas novas composições natalinas e contou com a voz de The Ronettes, Crystals, Darlene Love e Bob B. Soxx & the Blue Jeans para a realização do álbum A Christmas Gift For You, que chega a agradar pela pegada mais pop, mesmo mantendo-se todos os clichês do gênero: sinos, chocoalhos, guizos e afins pulverizados por todas as músicas.

Elvis’ Christmas Album (1957) – Elvis Presley

Uma infinidade de discos (coletâneas, compilações entre outros) foram lançados com músicas natalinas interpretadas pelo Rei do rock; mas também não é por menos: as versões de Elvis Presley são excelentes simplesmente por não forçar a barra com os típicos “sons natalinos”, sendo a letra a única referência ao Natal. Chego a ficar em dúvida qual versão é melhor: Blue Christmas, Santa Bring My Baby Back (To Me), White Christmas, I’ll be Home for Christmas ou Silent Night.

Algumas faixas:

Everyday is Christmas With YouBeth Ditto

A vocalista da banda The Gossip gravou essa faixa de tirar o fôlego para o álbum Kill Rock Stars Winter Holiday Album.

Everything’s gonna be cool this ChritsmasEels

Contribuição do Eels para a compilação natalina It’s a Cool Cool Christmas (que também tem Dandy Warhols, Flaming Lips e Belle & Sebastian, entre outros)

John Waters – Parte 3

Problemas Femininos (Female Trouble, 1974)

A trajetória caótica de Dawn Davenport (interpretada por Divine, claro) é o centro da história de Problemas Femininos, de John Waters, começando pela fuga da jovem revoltada por não ter ganhado sapatos de salto alto (um cha-cha heals, como são chamados os sapatos de stripers) de presente de Natal. Na fuga, Dawn ganha carona de Earl Peterson (também interpretado por Divine!) que resolve aproveitar da garota no meio do caminho, mas acaba tendo a carteira roubada. Grávida e solta no mundo, para sobreviver Dawn vira uma garota de carreira(s): garçonete, stripper, prostituta e assaltante. Com uma mãe nem um pouco exemplar, a garota Taffy (Mink Stole) torna-se uma criatura irritante e revoltada que brinca de acidente de carro e nunca foi à escola para não perder tempo com “presidentes, guerras, números ou ciência”.

Dawn casa-se com o cabeleireiro Gator (Michael Potter) para infelicidade da tia Ida (Edith Massey) – uma sexagenária gorda que só usa roupas de couro justas e decotadas – que preferia que o sobrinho fosse gay, pois “o mundo heterossexual é uma vida doente e tediosa”. Mesmo com o fim do casamento, Dawn é convidada para ser modelo em um ensaio fotográfico cheio de crimes pelo casal Dasher (David Lochary e Mary Vivian Pearce), levando a insana protagonista às últimas consequências até o seu apogeu: a cadeira elétrica.

Desperate Living (1977)

Peggy Gravel (Mink Stole) é uma histérica e paranóica dona de casa que acabou de voltar do sanatório e ataca o marido ao imaginar que o mesmo tentava matá-la. Ao gritar por socorro, é acudida pela empregada obesa Grizelda (Jean Hill) que acidentalmente mata o patrão sufocado ao sentar no mesmo. Para evitar a prisão, Peggy e Grizelda fogem para Mortville, uma espécie de vilarejo para criminosos e marginalizados, dominado pela Rainha Carlota (Edith Massey).

Grizelda e Peggy alugam um quarto na pensão de uma ex-lutadora lésbica e sua namorada assassina, desencadeando inúmeras situações bizarras. Desperate Living, além de não contar com a presença de Divine, é o filme mais lésbico da carreira do diretor.

Nico – Chelsea Girl

ChelseaGirlLogo após o surgimento das primeiras músicas gravadas pela atriz Scarlett Johansson em sua carreira musical, minhas primeiras impressões foram: 1) Ela é melhor como atriz; 2) Isso parece um cover ruim da Nico. Claro que algumas músicas um pouquinho melhores da atriz surgiram em seguida, mas na minha cabeça a comparação com aquela que foi integrante do Velvet Underground permaneceu.

Da carreira de modelo, Nico (nascida Christa Päffgen) acabou ganhando papéis em alguns filmes, chegando a fazer participações em A Doce Vida de Federico Fellini e Chelsea Girls de Andy Warhol. A amizade com Warhol rendeu o convite para a então modelo/atriz soltar a voz num álbum solo, além da participação no Velvet Underground. Assim, pegando carona na participação no filme Chelsea Girls, em 1967 a cantora Nico surge com o álbum Chelsea Girl com faixas assinadas por Bob Dylan, Lou Reed, entre outros.

A voz grave, entonação e pronuncia típica de uma estrangeira (Nico era alemã) davam um toque esquisitão em músicas  suaves, embaladas por flauta, violoncelo, guitarra e órgão. A faixa de abertura, The Fairest of the Seasons – de uma beleza singular – assim como a faixa-título (ouça uma versão ao vivo) deixam claro o potencial da cantora. O disco só não é todo perfeito pela longa e entediante It Was a Pleasure Then que em 8 minutos abre mão da musicalidade para o experimentalismo.

Bob Dylan – Highway 61 Revisited

Highway_61_RevisitedEm 1965 Bob Dylan já tinha o que se pode chamar de uma respeitável carreira musical: em três anos, já contabilizava 5 discos de sucesso; suas baladas folks renderam o rótulo de cantor de protesto; o estilo influenciava tantos outros artistas por várias gerações.

Mas foi com Highway 61 Revisited que o cantor folk pegou muita gente de surpresa ao mostrar que também era um ótimo roqueiro. As músicas longas, cheias de histórias e temas provocativos continuaram no repertório de Dylan, mas dessa vez acompanhadas pela guitarra.

Além de estar presente no livro 1001 discos …, Highway 61 Revisisted consta em 4º lugar na lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, feita pela revista Rolling Stone.